Governo federal anunciou novas medidas para enfrentar os incêndios florestais e reduzir os impactos da fumaça na população. Manaus receberá uma base de atendimento da Força Nacional do SUS.
O Amazonas receberá reforço das Forças Armadas, novas aeronaves e uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para intensificar o combate às queimadas e enfrentar os efeitos da fumaça que atinge Manaus e municípios do interior. As medidas foram anunciadas pelo governo federal neste domingo (18), durante reunião com autoridades estaduais na capital amazonense.
Entre as principais ações está o envio de cinco aeronaves adicionais, elevando de 11 para 16 o número de equipamentos disponíveis para combater os incêndios florestais. A operação contará com a participação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além de equipes de órgãos ambientais e de segurança pública.
Um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas será instalado em Manaus para coordenar as operações militares e facilitar a mobilização de recursos nas áreas atingidas pelo fogo.
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Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a medida permitirá maior agilidade nas decisões e no deslocamento das equipes responsáveis pelo enfrentamento dos incêndios.
As operações também serão reforçadas com equipamentos capazes de lançar grandes volumes de água sobre a vegetação em chamas. Entre as aeronaves disponíveis estão aviões KC-390, com capacidade para transportar milhares de litros de água, além de helicópteros utilizados no transporte de brigadistas e no apoio logístico.
Outro recurso previsto é um sistema de lançamento aéreo de caixas com capacidade para mil litros de água cada. A expectativa é que o equipamento comece a ser utilizado nesta segunda-feira (19).
Além do combate direto aos incêndios, o governo federal anunciou a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do SUS em Manaus, prevista para terça-feira (20).
A estrutura terá como objetivo acompanhar os impactos da fumaça sobre a saúde da população e fortalecer a capacidade de atendimento da rede pública, principalmente diante do risco de aumento de problemas respiratórios.
De acordo com o Ministério da Saúde, até sexta-feira (16), pelo menos 12 municípios amazonenses haviam sido identificados como localidades que necessitavam de algum tipo de apoio na assistência à saúde.
Entre as preocupações das autoridades estão a disponibilidade de medicamentos, equipamentos e insumos essenciais, incluindo cilindros de oxigênio, utilizados no atendimento de pacientes com dificuldades respiratórias.
O governo federal informou que a instalação da base terá caráter preventivo, buscando preparar os serviços de saúde para possíveis agravamentos da situação provocada pela fumaça.
As medidas também incluem o reforço da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuarão no apoio às operações e na investigação de possíveis crimes ambientais relacionados aos incêndios.
Para ampliar as ações emergenciais, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional disponibilizou R$ 14 milhões ao Governo do Amazonas. O recurso será destinado a medidas de assistência humanitária e apoio às operações de enfrentamento da emergência.
Segundo informações divulgadas pelo governo federal, as operações aéreas realizadas nos cinco dias anteriores ao anúncio acumularam mais de 300 horas de voo e aproximadamente 800 mil litros de água lançados sobre áreas atingidas pelas chamas.
A situação das queimadas continua preocupando as autoridades, principalmente devido à persistência da fumaça, que compromete a qualidade do ar e provoca transtornos à população.
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O governo federal informou que continuará acompanhando a situação no Amazonas e poderá ampliar o apoio conforme a evolução dos incêndios e as necessidades apresentadas pelos municípios.