Um estudo publicado na revista científica Environmental Research Letters apontou que o Amazonas enfrenta um agravamento no ciclo de cheias e secas do rio Amazonas, com eventos extremos ficando mais frequentes desde 2005.
A pesquisa analisou dados entre 1970 e 2023 e identificou aumento significativo na diferença entre os níveis mínimos e máximos dos rios, principalmente em cidades como Manaus e Parintins. Segundo os pesquisadores, as mudanças já causam impactos diretos em comunidades ribeirinhas, áreas urbanas e regiões de várzea.
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Os cientistas alertam que enchentes mais intensas e secas históricas podem acelerar processos de erosão, prejudicar plantações, afetar o abastecimento e provocar mudanças permanentes nos ecossistemas amazônicos. O estudo também relaciona os fenômenos ao avanço das mudanças climáticas.
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Em Manaus, dados do Porto da capital apontaram aumento de 18% na variação anual do nível do rio em comparação ao século passado. Já em Tefé, os pesquisadores citaram a seca extrema de 2023, que provocou a morte de centenas de botos após a água atingir temperaturas recordes.