A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado evitou a emissão de gases de efeito estufa em volume equivalente às emissões anuais do Japão. O resultado foi destacado pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta quarta-feira (28).
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada na Amazônia caiu 41,8% entre agosto de 2025 e julho de 2026, totalizando 3.335 quilômetros quadrados. O resultado representa o menor índice da série histórica, iniciada em 1988.
No Cerrado, a redução foi de 23,8% no mesmo período, com 5.516,69 quilômetros quadrados de vegetação destruída. O índice também é o menor desde o início do monitoramento do bioma, em 2001.
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Apesar dos números positivos, os incêndios florestais continuam preocupando as autoridades, principalmente na Região Norte. Capobianco afirmou que ações conjuntas entre os governos federal, estaduais e municipais têm sido realizadas para combater as chamas e conter novos focos de incêndio no Amazonas e no Pará.
A origem dos incêndios também está sendo investigada pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal e por forças de segurança estaduais. Segundo o ministro, há indícios de que parte das ocorrências tenha sido provocada por ação humana, mas a responsabilidade pelos casos ainda depende da conclusão das investigações.
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O governo federal atribui a redução do desmatamento ao reforço da fiscalização e às políticas de preservação ambiental. A meta estabelecida é zerar o desmatamento no Brasil até 2030, embora os resultados recentes indiquem que o desafio de proteger os biomas brasileiros e conter as queimadas continua exigindo atenção permanente.