Em newsletter especial sobre a guerra no Oriente Médio, Guga Chacra analisa declarações de Donald Trump ameaçando destruir pontes e usinas de eletricidade no Irã
O clima de tensão internacional subiu de vez após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou atacar diretamente a infraestrutura do Irã. Segundo ele, há um plano para destruir pontes e usinas de energia do país, o que pode acontecer a qualquer momento e acender ainda mais o conflito na região.
A fala gerou forte repercussão e preocupação global, já que ataques desse tipo podem ser considerados crimes de guerra, dependendo das circunstâncias. Especialistas apontam que estruturas como pontes e centrais elétricas, quando usadas apenas por civis, não podem ser alvo de ações militares. Caso contrário, o ataque seria ilegal diante das leis internacionais.
A situação se torna ainda mais delicada quando essas estruturas têm uso misto, ou seja, servem tanto para civis quanto para fins militares. Nesse cenário, qualquer ataque precisa ser analisado com cautela, já que pode colocar vidas inocentes em risco.
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Um exemplo citado por analistas é o que acontece no sul do Líbano, onde Israel já bombardeou pontes alegando uso por grupos armados, como o Hezbollah. No entanto, essas mesmas estruturas também são utilizadas pela população para atividades básicas do dia a dia, como transporte de alimentos e acesso a serviços essenciais.
No caso do Irã, o impacto de um possível ataque pode ser devastador. A destruição de usinas elétricas, por exemplo, afetaria diretamente hospitais, sistemas de abastecimento de água e armazenamento de alimentos e medicamentos. Sem energia, procedimentos médicos vitais como cirurgias, hemodiálise e tratamentos oncológicos ficariam comprometidos, colocando milhares de vidas em risco.
Ao afirmar que pretende destruir “todas” as pontes e usinas do país, Trump levanta um alerta ainda maior, já que isso inclui, inevitavelmente, estruturas de uso exclusivamente civil. Para especialistas, isso caracteriza uma possível punição coletiva à população iraniana.
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Diante desse cenário, cresce o temor de uma escalada militar de grandes proporções. O Irã já sinalizou que não deve recuar e promete reagir a qualquer ataque, o que pode desencadear um conflito ainda mais grave nas próximas horas.