Primeiro-ministro espanhol reage à pressão, veta uso de bases militares e cobra respeito ao direito internacional no conflito no Oriente Médio
O Governo da Espanha reagiu nesta quarta-feira (4) às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e condenou os ataques conduzidos por Washington e Tel Aviv contra o Irã. Em meio à escalada militar no Oriente Médio, Madri recusou autorizar o uso de bases estratégicas em território espanhol e passou a defender publicamente o fim da ofensiva.
A declaração ocorre após Trump afirmar que pretende interromper todas as relações comerciais com a Espanha. O presidente norte-americano reagiu à decisão do governo espanhol de vetar o uso das bases de Rota e Morón em operações militares ligadas à campanha contra Teerã.
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Em coletiva de imprensa, o primeiro-ministro Pedro Sánchez resumiu a posição espanhola diante do conflito: “A posição do governo espanholpode ser resumida em quatro palavras: não à guerra.”
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Segundo Sánchez, o governo decidiu impedir o uso das instalações militares porque considera a ofensiva militar contrária ao direito internacional. A decisão abriu um impasse diplomático entre Madri e Washington.A tensão aumentou após Trump classificar a Espanha como “um péssimo parceiro” e afirmar que orientou sua equipe econômica a interromper as relações comerciais entre os dois países.