Mark Millich comprou frasco de finasterida após ver propaganda de empresa de telessaúde, mas diz não ter sido alertado sobre riscos
Mark Millich, de 26 anos, viu a propaganda de uma empresa de telessaúde (prestação de serviços de saúde a distância, com venda de medicamentos), e decidiu comprar um medicamento anunciado contra a queda de cabelo.bO ex-sargento do Exército dos EUA recebeu um frasco de pílulas de finasterida poucos dias após concluir um breve questionário da Hims.
Não demorou para que Mark relatasse um quadro de ansiedade, tontura e fala arrastada. Para piorar, o ex-militar contou que o seu desejo sexual despencou. Mais: o seu pênis encolheu e mudou de forma.
O americano disse que, numa consulta, o seu médico revelou que os efeitos eram em decorrência da medicação, que é amplamente prescrita para calvície de padrão masculino desde 1997. Embora seja considerada eficaz contra a calvície, a finasterida também é conhecida por seus efeitos colaterais, como disfunção sexual e depressão. O caso de Mark é considerado um exemplo potencializado dos riscos da medicação. A alteração na genitália é incomum.
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O problema é que, pelas leis americanas, companhias de telessaúde não são obrigadas a divulgar efeitos colaterais e outros riscos na sua publicidade. Um porta-voz da Hims garantiu que os clientes passam por uma "avaliação clínica sobre a elegibilidade para a medicação" e que os seus canais informam "detalhes essenciais de segurança".
Mark rebateu a Hims. Segundo ele, a empresa não informou adequadamente sobre efeitos colaterais. Outros clientes da provedora de telessaúde disseram o mesmo. Médicos, por sua vez, afirmam que as companhias do setor não fazem o suficiente para proteger os consumidores. "Como plataforma, era mais do tipo 'vamos em frente e prescrever', fazer com que o máximo de pacientes possível use nossos medicamentos", declarou Jonathan Daly, médico que trabalhou para a Hims por dois anos, ao "Wall Street Journal".
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Justin Houman, urologista de Los Angeles (Califórnia), afirmou ter observado um aumento no número de homens jovens que procuram o seu consultório por disfunção sexual devido ao uso de finasterida. A Food and Drug Administration (FDA), agência similar à brasileira Anvisa nos EUA, atualizou o rótulo do medicamento ao longo dos anos para incluir avisos sobre os riscos, incluindo o potencial para pensamentos suicidas.
Fonte: Extra