Voluntários também fazem buscas em meio a escombros de prédios destruídos
Uma análise preliminar baseada em imagens de satélite indica que cerca de 58,8 mil edifícios podem ter sido danificados ou destruídos pelos terremotos que atingiram o norte da Venezuela na última semana. O levantamento foi elaborado a partir de dados analisados por pesquisadores em parceria com a Nasa e ainda depende de confirmação por equipes que atuam em solo.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, provocaram uma das maiores tragédias da história recente do país. Segundo o governo venezuelano, mais de 1.700 pessoas morreram, enquanto milhares seguem desaparecidas ou desalojadas em consequência dos abalos.
A estimativa foi produzida pelos pesquisadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual de Oregon, com base em imagens de radar de alta resolução registradas pelo satélite Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA), um dia após os tremores.
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De acordo com os cientistas, as imagens revelam alterações significativas na superfície terrestre compatíveis com o colapso de edificações. Apesar disso, eles ressaltam que os resultados são preliminares e precisam ser validados por inspeções presenciais nas áreas afetadas.
Enquanto o estudo aponta um número elevado de construções atingidas, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que 855 estruturas tiveram danos confirmados até o momento, sendo 189 completamente destruídas pelas equipes de avaliação.
A Nasa informou que continua disponibilizando imagens e dados obtidos por satélites para auxiliar as autoridades venezuelanas e equipes internacionais na identificação das áreas mais afetadas e no direcionamento das operações de resgate e assistência humanitária.
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Cinco dias após a tragédia, as buscas por sobreviventes continuam entre os escombros. Na segunda-feira (29), militares dos Estados Unidos reativaram o porto de La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelos terremotos, para acelerar a chegada de suprimentos e ajuda humanitária às vítimas.