Ministro aponta divergências com a PGR e a Polícia Federal como principal argumento para diferenciar sua atuação da operação
Aliados do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), têm trabalhado para afastar comparações entre a condução de investigações envolvendo o INSS, o Banco Master e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e os métodos adotados durante a Operação Lava Jato.
A preocupação é evitar que decisões tomadas nos atuais inquéritos sejam posteriormente anuladas por eventuais irregularidades processuais, como ocorreu em processos relacionados à Lava Jato. A estratégia também busca reduzir o risco de que integrantes do Supremo sejam alvo de questionamentos futuros em razão de possíveis nulidades.
Um dos principais argumentos utilizados para diferenciar a atuação de Mendonça da Lava Jato é a relação do ministro com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).
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Durante a Lava Jato, a proximidade entre o então juiz Sergio Moro, integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal e investigadores da PF se tornou um dos pontos utilizados posteriormente em questionamentos sobre a imparcialidade dos processos.
No caso de Mendonça, aliados destacam que o ministro mantém uma relação marcada por divergências com as cúpulas da Procuradoria e da Polícia Federal durante a condução dos casos atualmente sob sua responsabilidade.
COMPARAÇÃO FOI LEVANTADA NO STF
As comparações com a Lava Jato ganharam força no meio jurídico após declarações do ministro Gilmar Mendes durante o julgamento relacionado à prisão de parentes de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Na ocasião, Gilmar Mendes afirmou que algumas das medidas adotadas apresentavam semelhanças com práticas que, segundo ele, ocorreram durante a Lava Jato.
Mendonça respondeu durante a mesma sessão e rejeitou a associação. O ministro afirmou que o julgamento em questão não tratava da operação conduzida por Sergio Moro, mas de uma investigação sobre uma grande fraude financeira.
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A discussão continua repercutindo entre advogados e magistrados de tribunais superiores, principalmente em relação aos limites da atuação judicial durante investigações de grande repercussão.