O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, mandou que o deputado federal Rogério Correia o respeitasse
Os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS começaram acirrados nesta quinta-feira (26/3). O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) reclamou que requerimentos direcionados a igrejas evangélicas nunca eram pautados, gerando reação imediata do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Viana explicou que os requerimentos em votação são específicos da CPMI e que assuntos ligados ao mercado financeiro e ao Banco Master não estão dentro das atribuições da comissão.
O clima se intensificou quando o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou os petistas, afirmando que eles “odeiam os evangélicos” e que insistir em discutir igrejas durante o ano eleitoral prejudica o PT nas urnas. A declaração provocou debates acalorados entre os parlamentares, com acusações de motivação política e tentativa de influenciar eleitores.
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O deputado Alencar Santana (PT-SP) entrou na discussão e confrontou Viana sobre doações de igrejas. O presidente da CPMI precisou intervir, exigindo respeito enquanto falava e reforçando que o foco da comissão é uma investigação séria e profunda, sem vinculação eleitoral. Ele ressaltou que acusações sem provas prejudicam tanto a comissão quanto a investigação em si.
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Em determinado momento, Rogério Correia tentou interromper Viana, que, aos gritos, ordenou que o deputado o respeitasse e ouvisse sua fala. O episódio evidenciou a tensão na sessão e a dificuldade de manter a disciplina entre os parlamentares, mostrando que, mesmo dentro de um colegiado técnico, disputas políticas e sensibilidades religiosas podem inflamar os debates.