Aposta alta em jogadores como Gabigol e Dudu cria alta expectativa para 2025. Mas é a melhor fórmula?
O Palmeiras contratou Paulinho, o São Paulo repatriou Oscar, mas os maiores movimentos de mercado no Brasil para 2025 é o Cruzeiro quem faz. O anúncio da contratação de Gabigol ilustra o tamanho da ambição (e do investimento) do clube para a nova temporada.
A ele, já se somam o volante Christian, bom nome buscado no Athletico, o atacante Bolasie, destaque do Criciúma, o meia Rodriguinho, revelação do América-MG, e especialmente o atacante Dudu, emblema do Palmeiras. Outros nomes importantes podem chegar: o lateral-direito Fagner, do Corinthians, o meia Eduardo, do Botafogo, e o atacante Marquinhos, do Arsenal, que trabalhou com Fernando Diniz no Fluminense.
É uma revolução em um elenco que já tinha bons nomes no ano passado, mas não conseguiu render bem. E que provoca a grande pergunta do futebol brasileiro neste começo de ano: vai dar certo?
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Gabigol e Dudu são reforços de impacto, pela enormidade de suas passagens por Flamengo e Palmeiras. São dois ídolos intocáveis de dois clubes muito grandes. Mas é preciso ressalvar que eles não chegam ao Cruzeiro no auge.
Gabigol fez oito gols em 2024, com sobras sua pior temporada no Flamengo. Dudu não marcou nenhum pelo Palmeiras e só esteve em campo 19 vezes no ano passado. O histórico empolga mais do que o desempenho recente.
A formação de um elenco vencedor é mais um elemento do futebol sujeito a uma sucessão caótica de variáveis – lesões, ambiente, encaixe com filosofia de jogo do treinador. Não tem fórmula mágica.
Acredito, porém, que há uma tendência maior a dar certo quando os jogadores experientes do grupo não são nomes consagrados – quando ainda têm títulos a alcançar, uma idolatria a ser construída. E quando eles se misturam a jovens talentosos que estejam no apogeu físico. O Botafogo de 2024 é um bom exemplo.
Acho que a missão está em boas mãos com Fernando Diniz. Ele já deu mostras de que consegue fazer medalhões comprarem seu estilo de jogo – vide o alto desempenho de Paulo Henrique Ganso e, em alguns momentos, de Marcelo com ele no Fluminense. Se repetir a dose com Gabigol, talvez com Gabigol e Dudu juntos, a temporada será promissora.
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O fundamental, neste momento de formação do elenco, é a diretoria do Cruzeiro não esquecer que o principal não é contratar figuras midiáticas, e sim nomes que tornem o time competitivo. O que mais faltou no ano passado não foi qualidade: foi solidez de jogo. A equipe jamais foi confiável – um preço pago com a ausência na Libertadores de 2025.
Fonte: GE