Frase de destaque: Filha de Juliano e Letícia Cazarré, Maria Guilhermina tem 4 anos e já passou por diversas cirurgias e procedimentos desde o nascimento.
Maria Guilhermina, filha de Juliano e Letícia Cazarré, voltou a ser internada neste domingo (31) e deu entrada no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Aos 4 anos, a menina convive com as consequências da anomalia de Ebstein, uma rara cardiopatia congênita diagnosticada desde o nascimento.
Nascida em junho de 2022, Maria Guilhermina já passou por diversas cirurgias e procedimentos médicos ao longo da vida. Segundo Letícia, a filha está estável, mas precisa de suporte médico e de novos exames.
Nas redes sociais, a mãe pediu orações pela recuperação da criança e relatou a preocupação com a internação.
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“Maria Guilhermina está estável, mas precisando de suporte e de exames. Quando a gente entra no CTI, nunca sabe quando vai sair. Reze com a gente para que seja breve!”, escreveu Letícia.
A anomalia de Ebstein é uma alteração congênita que afeta a válvula tricúspide, responsável por controlar a passagem do sangue entre o átrio direito e o ventrículo direito do coração.
Na condição, a válvula se encontra em uma posição diferente da habitual, mais abaixo dentro do ventrículo direito. Essa alteração pode fazer com que parte do ventrículo passe a funcionar como se fosse parte do átrio, provocando aumento dessa câmara e comprometendo o funcionamento do coração.
A válvula também pode apresentar alterações em sua estrutura, favorecendo o refluxo de sangue para o átrio direito.
Em alguns pacientes, a anomalia está associada a uma abertura entre os átrios, como o defeito do septo atrial ou o forame oval patente. Essas alterações podem reduzir a quantidade de oxigênio no sangue e provocar cianose, caracterizada pela coloração azulada da pele e dos lábios.
A doença também pode provocar aumento do coração, insuficiência cardíaca e alterações no ritmo cardíaco, especialmente quando não é tratada adequadamente.
CAUSAS E DIAGNÓSTICO
A causa exata da anomalia de Ebstein ainda não é conhecida. Fatores genéticos e ambientais são apontados como possíveis elementos relacionados ao desenvolvimento da cardiopatia.
O problema pode ser identificado ainda durante a gestação, por meio de exames de acompanhamento pré-natal. Quando existe suspeita durante a ultrassonografia, a gestante pode ser encaminhada para um ecocardiograma fetal, que permite uma avaliação mais detalhada do coração do bebê.
TRATAMENTO
O tratamento depende da gravidade da alteração cardíaca e pode envolver acompanhamento médico, medicamentos e procedimentos cirúrgicos.
Em casos que necessitam de cirurgia, o procedimento pode buscar reparar a válvula tricúspide ou substituí-la, conforme as condições apresentadas pelo paciente
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No caso de Maria Guilhermina, a menina já foi submetida a diferentes intervenções desde o nascimento e continua recebendo acompanhamento médico.