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Anthropic, dona do Claude, alerta para risco de perda de controle da inteligência artificial
Foto: Freepik

resce preocupação sobre a velocidade com que a inteligência artificial está evoluindo

A corrida global pela inteligência artificial ganhou um novo capítulo após a Anthropic, empresa responsável pelo assistente Claude, defender a possibilidade de uma desaceleração temporária no desenvolvimento dos sistemas mais avançados de IA.

 

A proposta surge em meio às preocupações sobre a velocidade da evolução da tecnologia e a capacidade de governos, instituições e empresas criarem mecanismos de segurança capazes de acompanhar esse crescimento. Segundo a companhia, o mundo precisa estar preparado para interromper ou reduzir temporariamente o ritmo das pesquisas caso os riscos passem a superar a capacidade humana de controle.

 

O posicionamento foi divulgado pelo Anthropic Institute, divisão criada para estudar os impactos sociais, econômicos e políticos da inteligência artificial. Em relatório recente, o instituto afirma que a própria IA já está acelerando o desenvolvimento de novos sistemas, criando um ciclo que pode se tornar cada vez mais difícil de supervisionar.

 

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De acordo com a empresa, agentes de inteligência artificial já conseguem escrever códigos, executar tarefas técnicas complexas e auxiliar diretamente na construção de modelos mais sofisticados. Embora isso aumente a produtividade, também levanta dúvidas sobre até que ponto os seres humanos conseguirão monitorar tecnologias cada vez mais avançadas.

 

A Anthropic ressalta que ainda não existem sistemas capazes de desenvolver sucessores de forma totalmente autônoma. No entanto, a empresa avalia que esse cenário pode surgir mais rapidamente do que governos e órgãos reguladores estão preparados para enfrentar.

 

Por esse motivo, a companhia defende que a comunidade internacional comece a discutir desde já mecanismos de contenção, fiscalização e monitoramento da inteligência artificial. A empresa também reconhece que qualquer pausa só teria efeito se fosse adotada de forma coordenada por diferentes países e pelas principais empresas do setor.

 

Outro dado citado pela Anthropic reforça a preocupação: segundo a companhia, mais de 80% do código recentemente incorporado à sua base de desenvolvimento já foi produzido pelo próprio Claude, indicando que a inteligência artificial passou a desempenhar papel relevante na criação de novas ferramentas de IA.

 

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O debate sobre os limites e a segurança da inteligência artificial vem ganhando força à medida que os sistemas se tornam mais poderosos e assumem tarefas antes restritas aos seres humanos. 

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