Estudos sugerem ligação entre o uso do acetato de medroxiprogesterona, princípio ativo do Depo-Provera, e o surgimento de meningiomas
O uso de um anticoncepcional hormonal injetável vendido sob a marca Depo-Provera está no centro de um processo judicial nos Estados Unidos. De acordo com um estudo publicado na revista científica Expert Opinion on Drug Safety em 3 de julho, mulheres que usaram o medicamento apresentaram um risco maior de desenvolver meningioma em comparação com aquelas que utilizaram contraceptivos orais.
“Temos atendido clientes com AVC, distúrbios convulsivos, deficiências cognitivas e outros danos. A cirurgia também pode ser desafiadora, e alguns tumores não são operáveis devido à sua localização e tamanho”, afirmou o advogado Chris Paulos à revista People.
Ele representa parte dos pacientes que moveram ações e foi nomeado um dos responsáveis pelo processo coletivo relacionado ao Depo-Provera nos Estados Unidos.
Veja também

Fibromialgia será reconhecida como deficiência a partir de 2026 em todo o Brasil
Na FCecon, profissionais debatem a prevenção e o tratamento de lesões na pele
Segundo o profissional, a gravidade dos efeitos relatados e a duração do uso do anticoncepcional justificam o volume de processos individuais e a abertura de uma ação coletiva contra a fabricante.
Outro estudo, publicado em março de 2024 no British Medical Journal, reforça a associação entre o uso da substância e o aparecimento de tumores. A pesquisa aponta que mulheres que utilizaram o acetato de medroxiprogesterona por um ano ou mais apresentaram risco até cinco vezes maior de desenvolver meningioma.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Outro levantamento publicado em setembro de 2024, conduzido por pesquisadores da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, comparou diferentes formas de administração do hormônio.A pesquisa concluiu que a versão injetável esteve associada a um aumento de 53% na probabilidade de ocorrência do tumor, enquanto a forma oral não demonstrou a mesma relação.
Fonte: O Globo