Piloto amazonense e Júlio Campos fizeram uma recuperação de 30º para quinto lugar, mas duas penalidades por limites de pista alteraram a classificação final
O retorno de Antonio Pizzonia à Stock Car Pro Series foi marcado por uma grande recuperação e também por punições que impediram a dupla de subir ao pódio. Ao lado do paranaense Júlio Campos, o piloto amazonense terminou a etapa de endurance disputada no último domingo (27), no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, originalmente na quinta colocação, mas caiu para 14º após receber duas penalidades.
Pizzonia e Júlio Campos largaram da última posição do grid, depois de enfrentarem problemas durante o treino classificatório, incluindo a quebra da bomba de gasolina. Mesmo partindo da 30ª colocação, os dois conseguiram avançar posições ao longo das duas horas de corrida e chegaram a cruzar a linha de chegada em quinto.
A estratégia adotada pela equipe foi aproveitar as entradas do safety car para realizar as paradas obrigatórias nos boxes e reduzir o prejuízo provocado pela largada na última posição. Pizzonia foi responsável pelo início da prova e explicou como o planejamento funcionou durante a corrida.
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“Eu que fiz a largada. A nossa estratégia era tentar aproveitar ao máximo as entradas de safety car e encaixar as nossas paradas obrigatórias durante a presença dele”, explicou o amazonense.
Segundo o piloto, a estratégia funcionou na maior parte da corrida. A primeira parada foi realizada durante a presença do safety car. Na segunda, a dupla entrou nos boxes ainda sob neutralização, mas o carro de segurança deixou a pista antes do retorno do piloto ao traçado. A terceira parada também ocorreu durante uma nova entrada do safety car.
Apesar da recuperação, a dupla acabou prejudicada por infrações relacionadas aos limites da pista. O circuito de Brasília passou por mudanças para receber grandes eventos do automobilismo e conta com extensas áreas de escape asfaltadas, o que facilitou que os pilotos ultrapassassem a faixa permitida em alguns momentos.
Pizzonia explicou que ele ultrapassou o limite duas vezes, enquanto Júlio Campos cometeu quatro infrações. A partir da quarta ocorrência, eram aplicadas penalidades. A dupla recebeu duas punições de cinco segundos cada, totalizando 10 segundos acrescentados ao tempo final.
“A pista tem muitas áreas de escape com asfalto. Então os pilotos acabam abusando bastante, e o limite que você pode usar é a faixa branca. Todo mundo acabou cruzando muitas vezes. Eu cruzei duas vezes, meu companheiro quatro vezes. A partir da quarta infração, você começava a tomar penalidade. Tomamos uma punição de 5 segundos e depois mais 5 segundos, o que acabou prejudicando no final”, lamentou Pizzonia.
Mesmo com a queda para a 14ª posição na classificação oficial, o piloto amazonense avaliou positivamente a experiência de retornar à categoria após oito anos. Ele também destacou a oportunidade de voltar a competir no Brasil ao lado de Júlio Campos.
“O importante é ter voltado a fazer uma corrida de Stock Car ao lado de um grande amigo, revivendo boas lembranças que tenho da categoria e de correr no Brasil. Foi um evento grande, com uma pista recém-reinaugurada e um asfalto excelente. Foi tudo muito legal”, afirmou.
A parceria entre Pizzonia e Júlio Campos também tem história. Os dois já haviam formado dupla na Stock Car em 2017 e 2018, justamente nos últimos anos em que o amazonense disputou uma temporada completa na categoria.
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Pizzonia tem experiência internacional e passou pela Fórmula 1 entre 2003 e 2005, defendendo as equipes Jaguar e Williams. O retorno à Stock Car em Brasília marcou uma nova participação do piloto em uma das principais categorias do automobilismo brasileiro.