Versões em pastilhas, fitas e filmes sob a língua não passaram por avaliação de segurança, qualidade e eficácia da agência
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre a comercialização de produtos à base de melatonina em versões sublinguais, como fitas, filmes e gotas colocadas sob a língua. Essas apresentações têm sido divulgadas nas redes sociais como alternativas para quem deseja dormir mais rápido e combater a insônia, mas não possuem autorização para uso no Brasil.
Segundo a agência, essas formas de consumo nunca passaram por avaliações específicas de segurança, qualidade e eficácia. Sem os estudos necessários, não é possível determinar com precisão a quantidade da substância absorvida pelo organismo nem os possíveis efeitos dessa via de administração. A preocupação inclui riscos de dosagem inadequada e possíveis danos à saúde.
No país, a melatonina é permitida desde 2021 exclusivamente como ingrediente de suplementos alimentares, com limite máximo de 0,21 miligrama por dia e uso restrito a adultos a partir de 19 anos. A substância não deve ser consumida por crianças, gestantes e mulheres que amamentam. Também há alerta para pessoas que exercem atividades que exigem atenção constante, como dirigir.
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A Anvisa ressalta ainda que a quantidade permitida não possui comprovação de efeito direto na regulação do sono. Por isso, fabricantes não podem anunciar o suplemento como produto capaz de tratar a insônia, regular o ciclo do sono ou garantir que o consumidor consiga dormir em poucos minutos. Em fevereiro de 2026, a agência já havia determinado o recolhimento de um produto sublingual da marca Renova Be, após identificar ingredientes sem avaliação para essa forma de uso e promessas terapêuticas não autorizadas.
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Diante da popularização desses produtos, a orientação é desconfiar de propagandas com promessas milagrosas, conferir as informações dos rótulos e evitar suplementos sem procedência conhecida. Pessoas que enfrentam dificuldades persistentes para dormir devem procurar orientação de um profissional de saúde, já que a insônia pode ter diferentes causas e exige avaliação adequada.