Tratamento é indicado para adultos com câncer de pulmão de não pequenas células; por meio da Abbvie, Brasil é o segundo país a liberar o medicamento, depois dos EUA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova opção de terapia-alvo para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão avançado. A modalidade utiliza medicamentos desenvolvidos para agir sobre alterações específicas das células tumorais, buscando bloquear mecanismos que favorecem o crescimento e a multiplicação do câncer.
Diferentemente de tratamentos que atuam de forma mais ampla sobre as células do organismo, as terapias-alvo são direcionadas a determinadas características moleculares do tumor. Por isso, a indicação depende de exames capazes de identificar alterações genéticas ou proteínas específicas que possam responder ao medicamento.
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A aprovação foi baseada no estudo clínico de fase 2 LUMINOSITY. Entre os pacientes que apresentavam alta expressão da proteína c-Met, o tratamento registrou taxa de resposta objetiva de 34,6%, duração mediana da resposta de nove meses e sobrevida global mediana de 14,6 meses. Os resultados se referem ao grupo estudado e não representam uma garantia de resposta para todos os pacientes.
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O medicamento, desenvolvido pela farmacêutica AbbVie, é chamado telisotuzumabe vedotina e combina um anticorpo com uma substância capaz de destruir células cancerígenas. Entre os efeitos adversos mais comuns observados nos estudos estão neuropatia periférica, fadiga, redução do apetite e inchaço nas extremidades. A indicação depende da confirmação do biomarcador no tumor e de avaliação médica individualizada.