Emrelis é indicado para pacientes adultos com câncer de pulmão avançado ou metastático e representa uma nova alternativa de tratamento para casos específicos da doença.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Emrelis, à base de telisotuzumabe vedotina, desenvolvido pela farmacêutica AbbVie. O tratamento é destinado a pacientes adultos diagnosticados com câncer de pulmão de não pequenas células, do tipo não escamoso, em estágio avançado ou metastático. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (19).
O medicamento é indicado para pacientes que já passaram por tratamentos anteriores e apresentam alta expressão da proteína c-Met nas células tumorais. Essa característica precisa ser identificada por meio de exames específicos, que permitem avaliar se o paciente possui o perfil necessário para receber a terapia.
O Emrelis utiliza uma tecnologia conhecida como conjugado anticorpo-medicamento, que combina um anticorpo direcionado às células cancerígenas com uma substância capaz de interromper seu crescimento. O objetivo é transportar o composto até células que apresentam maior quantidade da proteína c-Met, contribuindo para a destruição do tumor.
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Diferentemente de tratamentos que atuam de maneira menos específica no organismo, a nova terapia busca atingir células com determinadas características moleculares. Entretanto, o medicamento também pode afetar células saudáveis, motivo pelo qual sua utilização exige acompanhamento médico especializado.
A administração é realizada por infusão intravenosa, com duração aproximada de 30 minutos, a cada duas semanas. A frequência e a continuidade do tratamento devem seguir as orientações médicas, considerando a resposta do paciente e a possibilidade de efeitos adversos.
De acordo com informações da fabricante, os efeitos colaterais mais comuns incluem cansaço, perda de apetite e inchaço. Também podem ocorrer complicações mais graves, como alterações nos nervos periféricos, problemas pulmonares, alterações oculares e reações durante a administração do medicamento.
A autorização da Anvisa contempla duas apresentações do Emrelis, de 20 mg e 100 mg, em pó para preparo de solução intravenosa. O registro foi concedido por meio da Resolução-RE nº 4.078, de 16 de outubro de 2026, com validade até outubro de 2029. Apesar da aprovação sanitária, a comercialização ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
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A aprovação amplia as possibilidades terapêuticas para pacientes com câncer de pulmão avançado que apresentam características específicas do tumor. No entanto, o medicamento não é indicado para todos os casos da doença, e sua utilização depende de avaliação individualizada por um oncologista. Ainda não há previsão confirmada para sua disponibilização pelo Sistema Único de Saúde (SUS).