Doença genética rara causa atraso no desempenho motor, dificuldade para se levantar e quedas frequentes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD), doença genética rara e progressiva que provoca perda de força muscular e compromete, com o passar dos anos, a capacidade de movimentação dos pacientes.
A DMD está ligada a alterações no gene responsável pela produção da distrofina, proteína fundamental para o funcionamento e a proteção das fibras musculares. A ausência ou redução dessa proteína faz com que os músculos sofram danos progressivos.
A aprovação representa uma nova opção terapêutica para pacientes que enfrentam uma doença grave e de evolução contínua. Atualmente, existem diferentes estratégias de tratamento, mas poucas terapias específicas estão disponíveis para doenças raras, segundo o Ministério da Saúde.
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A DMD costuma se manifestar ainda na infância e pode provocar dificuldades para correr, subir escadas e levantar do chão. Com a progressão da doença, também podem surgir complicações que atingem músculos respiratórios e o coração, tornando o acompanhamento médico contínuo fundamental.
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A chegada de novas terapias é considerada importante diante da necessidade de alternativas capazes de retardar a evolução da doença e preservar a qualidade de vida dos pacientes. No Brasil, a incorporação de medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), porém, depende de avaliação específica de eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário.