Presidente americano constrói rede diplomática pessoal, desprezando parceiros tradicionais, como Omã e Coreia do Sul, e cortejando tiranos como Kim Jong-un
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem adotando uma postura cada vez mais agressiva nas relações internacionais, inclusive com países que durante décadas foram considerados aliados estratégicos de Washington. A estratégia tem provocado tensão entre parceiros tradicionais e levantado dúvidas sobre o futuro das alianças que sustentaram a política externa americana por décadas.
Ao pressionar governos aliados e colocar interesses imediatos dos Estados Unidos acima de compromissos históricos, Trump acaba desgastando relações construídas ao longo de gerações. A mudança de postura também aumenta a insegurança entre países que dependem da parceria americana em áreas como defesa, comércio e diplomacia.
O movimento ocorre em um momento de transformação da ordem internacional. Enquanto Washington aumenta a pressão sobre antigos parceiros, outras potências buscam ampliar sua influência e ocupar espaços deixados pelos Estados Unidos. A consequência é um cenário mais fragmentado, no qual países passam a reconsiderar seus alinhamentos estratégicos.
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A política de Trump também provoca preocupação dentro das próprias alianças ocidentais. A imprevisibilidade das decisões americanas pode levar governos europeus e outros parceiros a buscar maior autonomia, principalmente em questões de segurança e defesa. Esse processo pode alterar o equilíbrio de forças que marcou a política internacional desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
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Nesse cenário, a ofensiva contra aliados pode acabar produzindo um efeito contrário ao pretendido. Em vez de ampliar a liderança americana, Trump corre o risco de enfraquecer a rede de alianças que ajudou os Estados Unidos a exercer influência global. O resultado é uma ordem internacional mais incerta, com antigos parceiros cada vez mais cautelosos em relação a Washington.