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Internacional
31/07/2020

Após pressão, Trump recua e diz não querer adiar eleições

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Foto: Spencer Platt / Getty Images

O presidente Donald Trump aparece em um comício na véspera das primárias da Carolina do Sul em 28 de fevereiro de 2020 em North Charleston

Após sofrer pressão de membros do Partido Republicano e de grupos conservadores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás e disse não querer adiar a data das eleições no país, marcadas para 3 de novembro.

 

No entanto, deu a entender que pode contestar os resultados na Justiça

 

"Quero as eleições, não quero um atraso no dia da eleição, mas quero o resultado. Todos sabem que não funciona, seremos ridículos. Não quero esperar semanas para termos os resultados em semanas, meses e potencialmente anos, podemos nunca saber quem ganhou. É bom senso, não é política", disse durante a coletiva-discurso com jornalistas na Casa Branca.

 

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O mandatário falou por cerca de meia hora e, como tem feito com frequência, usou a maior parte do tempo para fazer pronunciamentos. Durante sua fala, o republicano voltou a acusar o voto por correios de método "fraudulento" de votação e a usar teorias conspiratórias sobre a eficiência desse tipo de sistema.

 

O voto por correios é permitido em pouco mais de 20 estados norte-americanos, mas vem sendo estudado como forma eficaz de votação em outros. Isso tudo para evitar uma onda de contaminações pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

 

Horas antes de dizer que não quer mudar a data das eleições presidenciais, Trump usou o Twitter para fazer a "sugestão" até que fosse possível votar com "segurança e proteção" de maneira presencial.

 

A postagem causou revolta em aliados republicanos e até mesmo em grupos conservadores. O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnel, afirmou que "a data das eleições está esculpida na pedra", referindo-se à Constituição. De fato, apenas o Congresso do país tem autoridade para alterar o dia do pleito e da posse - mas isso nunca foi feito na história moderna, nem durante a pandemia da gripe espanhola em 1918.

 

Um dos principais grupos conservadores do país, o Federalist Society, chegou a ameaçar entrar com um novo pedido de impeachment contra Trump por seu "tuíte fascista". Steven Calabresi, cofundador da organização, afirmou que não concorda com a "deriva autoritária" que o chefe de Estado vem tomando.

 

"Eu votei nos republicanos em cada eleição desde 1980, incluindo Donald Trump em 2016. Escrevi editoriais protestando contra a investigação inconstitucional de Roberto Mueller. Escrevi artigos contra o impeachment de Trump. Mas, estou estarrecido com o tuíte de Donald Trump sobre o adiamento da data das eleições", escreveu Calabresi em um artigo no "New York Times".

 

O mandatário vem aumentando o tom contra o processo eleitoral porque todas as pesquisas de intenção de voto mostram ele atrás do democrata Joe Biden. Em algumas delas, o ex-vice-presidente dos EUA chega a ter 14% de vantagem.

 

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Especialistas e pesquisas no país mostram que a queda de Trump tem muito a ver com a gestão da pandemia do coronavírus, que a maioria dos cidadãos considera ruim. Os EUA têm a maior quantidade de vítimas (152.075) e casos (4.495.224) da doença no mundo, segundo dados do Centro Universitário Johns Hopkins

 

IG

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