Apito achado em Amarna, no Egito, foi esculpido no osso de uma vaca. Objeto era usado por guardas encarregados da segurança de túmulo real
Arqueólogos descobriram a origem de um apito de 3,3 mil anos, encontrado em 2008, durante escavações em um sítio arqueológico em Akhetaton (atual Amarna), no Egito. O local é uma antiga capital fundada pelo faraó Akhenaton, pai de Tutancâmon.
Em um estudo publicado este mês no International Journal of Osteoarcheology, os pesquisadores explicam que o artefato provavelmente era usado por guardas que vigiavam uma tumba real no Egito Antigo. O apito é feito a partir do osso do dedo de uma vaca e é o primeiro do tipo a ser encontrado.
O objeto foi encontrado na Vila de Pedra, um sítio arqueológico que provavelmente servia como moradia para trabalhadores ligados a construção de túmulos reais egípcios. O local ficava próximo a Vila dos Trabalhadores, que tinha a mesma finalidade.
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Observações mais antigas já haviam identificado que as vilas possuíam uma rede complexa de estradas. De acordo com os arqueólogos do estudo mais recente, essas entradas podem ter funcionado como pontos de observação para guardas monitorarem a área.
O objeto estava em uma área semelhante a um posto de vigilância e controle do fluxo de pessoas. “Esta área parece ter sido fortemente policiada para manter o local sagrado do túmulo conhecido e acessado apenas por aqueles que precisam saber e ir até lá. O apito ter sido usado por um policial ou guarda faz mais sentido”, afirma Michelle.
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Outras evidências aumentam as suspeitas de que o apito pertencia a um guarda. Anteriormente, no mesmo local, o túmulo decorado do chefe de polícia de Akhenaton, Mahu, foi encontrado.
Várias imagens em volta do túmulo mostram imagens de policiais mantendo homens sob custódia ou guardas em posição dentro de pequenas estruturas, parecendo ser torres de controle. Michelle afirma que isso representa a presença ativa da polícia nas áreas da cidade.
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Os pesquisadores exaltam a oportunidade de estudar mais a população egípcia comum. “Sítios arqueológicos como Amarna são tão importantes porque registram a vida não apenas do faraó e de sua corte, mas também das pessoas do dia a dia”, conta Michelle.
Fontr: Metrópoles