Ele funciona como um símbolo que mostra o quanto as ações humanas colocam a civilização em risco
A humanidade convive há séculos com o medo do fim do mundo. Para traduzir essa preocupação de forma simples e visual, cientistas criaram o Relógio do Juízo Final. Ele funciona como um símbolo que mostra o quanto as ações humanas colocam a civilização em risco. Assim, quanto mais próximo da meia-noite, maior é o nível de alerta.
Em 1947, logo após a Segunda Guerra Mundial, cientistas ligados ao Projeto Manhattan decidiram agir. Eles haviam participado do desenvolvimento das bombas nucleares e, por isso, passaram a alertar o mundo sobre os perigos desse tipo de tecnologia. Junto a nomes como Albert Einstein, o grupo fundou o Bulletin of the Atomic Scientists, dando origem ao relógio como ferramenta de conscientização.
Desde o início, a meia-noite representa o ponto máximo de destruição global. Quando o relógio foi apresentado ao público, ele marcava sete minutos para esse limite. Com o passar do tempo, os responsáveis ajustaram o horário conforme o cenário político, militar e tecnológico do planeta mudava.
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Em alguns períodos, a humanidade conseguiu se afastar do risco. Em 1991, por exemplo, o fim da Guerra Fria e os acordos de redução de armas nucleares empurraram o relógio para 17 minutos antes da meia-noite. No entanto, novas ameaças surgiram ao longo dos anos. Por isso, o marcador voltou a avançar de forma gradual.

Foto: Reprodução
Recentemente, os cientistas decidiram aproximar o relógio para apenas 85 segundos da meia-noite. Essa marca representa a posição mais extrema já registrada. Segundo os especialistas, o mundo vive hoje um cenário mais instável do que em qualquer outro momento desde a criação do relógio.
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Diversos elementos influenciaram esse ajuste. Entre eles estão o aumento das tensões entre potências globais, o enfraquecimento de acordos de controle de armas nucleares e o agravamento das mudanças climáticas. Além disso, o avanço acelerado de tecnologias como a inteligência artificial, sem regras claras, também elevou o nível de preocupação. Dessa forma, os riscos se acumulam e se reforçam mutuamente.