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Após 'Abril Vermelho' de invasões de terra, Lula deve desapropriar fazenda em agenda com MST
Foto: Reprodução

O presidente seguirá ao Paraná para cumprir um compromisso que havia sido cancelado em abril, devido à morte do Papa Francisco

 Após um "Abril Vermelho" marcado por 30 ocupações de terra em todo o país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acena ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e deve se reunir com integrantes do grupo nesta semana. Segundo lideranças do movimento e interlocutores do governo, Lula estará no Paraná no próximo dia 29, onde deve anunciar a desapropriação de uma fazenda para fins de reforma agrária.

 

O compromisso estava originalmente agendado para abril, mas foi adiado em razão da morte do Papa Francisco — episódio que levou o presidente a alterar sua agenda e viajar ao Vaticano.

 

Agora, a expectativa é que Lula esteja acompanhado do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, durante a visita ao estado. O anúncio deve contemplar a desapropriação da Fazenda Brasileira, atendendo a uma reivindicação histórica. Entre os municípios de Faxinal e Ortigueira, está localizado o acampamento Maila Sabrina, que abriga cerca de 1.600 famílias e espera ser transformado em assentamento há mais de duas décadas.

 

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A movimentação ocorre em meio a um cenário de crescente insatisfação do MST com o governo federal. Em março, Lula anunciou editais e linhas de crédito para a reforma agrária durante evento em um assentamento do movimento em Minas Gerais, mas as medidas foram consideradas insuficientes pelas lideranças.

 

As novas ações reacendem a esperança dos militantes após um período de cobranças frente ao governo durante o "Abril Vermelho", período que marcou o aniversário do massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, quando 21 trabalhadores rurais foram mortos pela polícia. Novamente, o mês foi usado como instrumento de pressão por avanços na pauta agrária.

 

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Além de cobrar mais agilidade na condução da reforma agrária, o movimento também pressiona pela saída do ministro Paulo Teixeira, alegando que a pasta não tem priorizado o tema e que o titular "não tem conhecimento do campo para traçar estratégias eficazes". Em resposta, o Palácio do Planalto tem pedido "calma" aos militantes, argumentando que enfrenta limitações orçamentárias.

 

Fonte:O Globo

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