A partir de hoje, UE elimina tarifas de importação para mais de 5 mil produtos, o que representa cerca de metade do universo tarifário
Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul passou a valer de forma provisória nesta sexta-feira. A medida marca um dos maiores tratados comerciais do mundo e inaugura uma nova fase nas relações econômicas entre os dois blocos.
Neste primeiro momento, entra em vigor a parte comercial do acordo, que facilita as trocas entre os países. A implementação será gradual, com redução progressiva de tarifas ao longo dos próximos anos, em prazos que podem chegar a até 15 anos no caso do Mercosul.
Um dos principais pontos é a eliminação de tarifas para a maior parte das exportações. A União Europeia deve zerar impostos para cerca de 92% dos produtos do Mercosul, ampliando o acesso a um mercado altamente competitivo e aumentando as oportunidades para empresas sul-americanas.
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Além disso, cerca de 5 mil produtos passam a ter tarifa zero ou reduzida já nesta fase inicial, o que pode gerar impacto direto nas exportações brasileiras nos próximos meses. Estimativas indicam potencial de crescimento significativo nas vendas externas para o bloco europeu.
O acordo também prevê regras mais claras e maior previsibilidade para o comércio, o que tende a favorecer investimentos e planejamento por parte das empresas. Ao mesmo tempo, mantém exigências sanitárias, técnicas e ambientais da União Europeia, que continuam sendo um desafio para exportadores.
Do lado das importações, a abertura será mais lenta. Produtos europeus terão redução de tarifas de forma escalonada, o que inclui itens como queijos, vinhos e automóveis, protegendo setores locais durante o período de transição.
Considerado estratégico, o tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 700 milhões de pessoas. Apesar do potencial econômico, o acordo ainda enfrenta críticas, especialmente de setores industriais e agrícolas que temem aumento da concorrência.
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A entrada em vigor ocorre de forma provisória enquanto o acordo ainda aguarda etapas finais de aprovação em instâncias europeias, o que significa que ajustes e debates sobre seus impactos devem continuar nos próximos anos.