O senador Romário apresentou uma proposta para criar regras nacionais de segurança para atividades de aventura após a morte de uma jovem durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. O caso reacendeu o debate sobre fiscalização, treinamento de profissionais e protocolos obrigatórios para práticas consideradas de alto risco.
A proposta busca estabelecer parâmetros para empresas e organizadores que oferecem atividades como rope jump, bungee jump, rapel e outras modalidades que utilizam cordas, cabos e sistemas de ancoragem. Entre as medidas discutidas estão a avaliação dos riscos, a preparação para situações de emergência e a utilização de equipamentos adequados.
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorreu durante um salto na chamada Ponte do Esqueleto. Segundo as investigações, a jovem foi lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança. Três pessoas foram presas preventivamente no caso.
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Atualmente, o rope jump não é proibido no Brasil, mas não existe uma regulamentação federal específica para a modalidade. A atividade pode ser enquadrada como turismo de aventura quando oferecida comercialmente e, nesse contexto, deve seguir normas técnicas da ABNT relacionadas à gestão de riscos, capacitação e atendimento emergencial.
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A discussão sobre novas regras ganhou força diante das críticas à fiscalização do setor. Especialistas defendem que procedimentos de segurança sejam padronizados e que haja maior controle sobre empresas e profissionais, com o objetivo de evitar que falhas na organização de atividades de alto risco resultem em novas tragédias.