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Após rusgas, Israel vê como positivo gesto do governo Lula. Entenda
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República; Kena Betancur/Getty Images

Brasil e Israel enfrentam uma tensão nas relações diplomáticas, provocadas pelo conflito na Faixa de Gaza

O governo de Israel viu como “importante” e “muito positiva” a mensagem do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o Dia Internacional da Memória do Holocausto, data que comemora o aniversário de libertação do campo de extermínio nazista de Auschwtiz. O posicionamento consta em um vídeo que será divulgado pela Embaixada israelense em Brasília, ao qual o Metrópoles teve acesso nesta terça-feira (28/1).

 

Desde que assumiu o seu terceiro mandato, Lula tem sido criticado por posicionamentos relacionados a guerra na Faixa de Gaza. Para Israel, o presidente brasileiro não tem atuado de maneira forte e incisiva na condenação do grupo extremistas Hamas. O último episódio que elevou a tensão na relação entre Brasília e Tel Aviv aconteceu no início de 2025, quando um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) foi alvo da Justiça brasileira.

 

Na segunda-feira (27/1), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil publicou um comunicado onde o governo do Brasil se somou as celebrações do Dia Internacional da Memória do Holocausto. Na nota, a administração Lula reafirmou o “compromisso com os direitos humanos e o repúdio ao racismo e todas as formas de discriminação”.

 

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Além de marcar o 80º aniversário da libertação de Auschwitz, a data era vista pelo governo de Israel como uma oportunidade de o governo Lula dar um sinal positivo aos israelenses.

 

O desejo foi expressado pelo embaixador israelense em Brasília, Daniel Zonshine, após o episódio envolvendo um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) alvo da Justiça do Brasil.

 

No início de 2024, Lula se envolveu em uma polêmica com o governo de Israel, após comparar os ataques israelenses na Faixa de Gaza com o Holocausto dos judeus durante a era da Alemanha nazista.

 

“O que está aconteceu com o povo palestinos não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, declarou o presidente do Brasil na época.

 

Depois do episódio, o líder brasileiro foi declarado como “persona non grata” em Israel, e viu seu governo envolvido em turbulências diplomáticas.

 

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Por conta da declarações, o embaixador do Brasil em Israel na ocasião, Frederico Meyer, foi convocado por autoridades do país para uma reprimenda. O gesto não foi visto com bons olhos pelo governo Lula, que decidiu remover o diplomata do país e deixar vago o mais alto posto da embaixada brasileira em Tel Aviv.

 

Fonte: Metrópoles

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