O acordo busca justamente garantir acesso equitativo a produtos de saúde em caso de uma nova pandemia
Este acordo é uma vitória para a saúde pública, a ciência e a ação multilateral. Coletivamente, ele nos permitirá proteger melhor o mundo contra futuras ameaças pandêmicas — declarou o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O acerto saiu do papel após o fracasso da coordenação coletiva diante da Covid-19 há cinco anos, quando países em desenvolvimento ficaram sem vacinas — que foram acumuladas pelos países ricos — bem como sem materiais para a realização de testes e elementos básicos para atender pacientes, como respiradores.
O acordo busca justamente garantir acesso equitativo a produtos de saúde em caso de uma nova pandemia. O pacto fechado nesta terça-feira representa um sucesso ao fim de negociações muitas vezes difíceis e em um contexto de cortes drásticos no orçamento da OMS, que enfrenta cada vez mais crises.
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E embora a saída dos Estados Unidos da OMS, decidida pelo presidente Donald Trump ao retornar à Casa Branca em janeiro, só seja efetiva no próximo janeiro, Washington já havia se desvinculado das negociações nos últimos meses. O país sequer enviou delegados para a assembleia.
A pandemia de Covid-19 foi um choque elétrico. Lembrou-nos de forma brutal que os vírus não conhecem fronteiras, que nenhum país, por mais poderoso que seja, pode enfrentar sozinho uma crise sanitária mundial — destacou a embaixadora francesa para a saúde global e copresidente das negociações, Anne-Claire Amprou.A resolução sobre o acordo foi aprovada em comissão na noite de segunda-feira com 124 votos a favor e nenhum contra. Entre os países que se abstiveram estão Irã, Israel, Rússia, Itália, Eslováquia e Polônia.
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O acordo busca de forma principal garantir acesso equitativo a produtos de saúde em caso de pandemia. Essa questão esteve no centro de muitas das reclamações dos países mais pobres durante a pandemia de Covid-19, quando viram nações ricas acumulando doses de vacinas e outros insumos.
Fonte: O Globo