Levantamento mostra aprovação de 42% ao presidente e aponta avaliação negativa da economia por parte dos entrevistados
Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira (5) mostra que 42% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 52% desaprovam. Outros 6% não souberam ou não responderam. Na avaliação do governo, 28% consideram a gestão péssima, 20% a classificam como ruim e 23% como regular. Para 14%, o governo é ótimo; para 13%, bom. Outros 2% não souberam ou não responderam.
O levantamento aponta ainda que 40% dos entrevistados avaliam que a economia piorou no governo Lula em comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para 31%, a economia melhorou, enquanto 25% dizem que a situação está igual. Outros 4% não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03627/2026.
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O instituto também mediu o nível de confiança dos entrevistados em instituições. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem índice de desconfiança de 55%, enquanto 36% afirmam confiar na Corte. Outros 9% não souberam ou não responderam. O dado surge em meio a críticas ao tribunal, especialmente por parte da direita bolsonarista e de setores do Congresso, além da repercussão do caso Banco Master.
O Congresso Nacional apresenta o maior nível de desconfiança: 62% dizem não confiar no Legislativo, ante 32% que afirmam confiar.
A imprensa também aparece com saldo negativo: 52% dizem não confiar nos veículos de comunicação, enquanto 40% afirmam confiar. As Forças Armadas são a única instituição com confiança maior que desconfiança: 48% confiam, ante 44% que não confiam. Os que não souberam ou não responderam somam 6% no caso do Congresso e 8% nos casos da imprensa e das Forças Armadas.
A pesquisa também perguntou sobre um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato à Presidência do Brasil. Para 35%, esse apoio teria efeito negativo; 26% consideram que seria positivo; e 32% avaliam que seria indiferente. Outros 7% não souberam ou não responderam.
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O tema se relaciona ao impacto recente da política externa americana no cenário brasileiro. No ano passado, tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros foram usadas politicamente por Lula, que adotou discurso de defesa da soberania nacional e viu sua popularidade crescer a partir da metade de 2025.