Temperaturas no bioma sobem acima da média global e cientistas alertam para o risco iminente de savanização de até 70% da floresta
A Amazônia enfrenta um cenário preocupante diante do avanço das mudanças climáticas, do aumento das temperaturas e das secas cada vez mais severas. Cientistas alertam que a combinação desses fatores com o desmatamento e os incêndios florestais pode comprometer a capacidade de regeneração da floresta e provocar mudanças profundas no equilíbrio ambiental do bioma.
Estudos apontam que a temperatura da região amazônica está aumentando em ritmo acelerado, com áreas que registraram elevação superior a 3 °C nas temperaturas extremas durante a estação seca ao longo de pouco mais de quatro décadas. A intensificação do calor e do déficit hídrico preocupa pesquisadores porque pode afetar até regiões que ainda mantêm grandes áreas de vegetação preservada.
Um dos principais riscos é a chamada savanização, processo em que partes da floresta perdem características típicas de uma floresta tropical úmida e passam a apresentar vegetação mais aberta, semelhante à savana. Esse cenário pode ser agravado pela redução das chuvas, pelo aumento da duração da estação seca e pela destruição da cobertura vegetal. As projeções dependem da evolução das condições climáticas e do controle do desmatamento.
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O calor extremo e a falta de água também afetam diretamente as árvores e a biodiversidade. Quando a umidade do solo diminui por períodos prolongados, muitas espécies não conseguem obter água suficiente para sobreviver. A morte da vegetação reduz a absorção de gás carbônico e deixa matéria seca acumulada na floresta, aumentando a vulnerabilidade a incêndios e ampliando os danos ambientais.
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A degradação da Amazônia pode trazer consequências que vão além da região Norte. A floresta exerce papel importante na circulação da umidade e na formação das chuvas em diferentes partes do Brasil, além de contribuir para o armazenamento de carbono. Para os especialistas, combater o desmatamento, prevenir queimadas, restaurar áreas degradadas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa são medidas fundamentais para diminuir os riscos e preservar o equilíbrio climático da região.