Decisão impede participação histórica de juiz somali no Mundial de 2026 após problemas com documentação migratória.
A Fifa confirmou nesta segunda-feira (8) a exclusão do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan do quadro oficial de arbitragem da Copa do Mundo de 2026. A medida foi tomada após o profissional ter sua entrada nos Estados Unidos negada pelas autoridades de imigração do país.
Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada em futebol africano, Artan enfrentou dificuldades relacionadas à documentação necessária para ingressar em território norte-americano. O árbitro iniciou sua viagem saindo do Quênia, passou pela Turquia e seguiu para os Estados Unidos, onde acabou impedido de entrar.
Após a negativa, o somali foi obrigado a retornar ao seu país de origem. A situação encerra a possibilidade de uma participação inédita, já que Omar Artan poderia se tornar o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma edição da Copa do Mundo.
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Reconhecido no cenário africano, Artan ganhou destaque recentemente ao comandar a final da Liga dos Campeões da África de 2025, disputada entre o Pyramids, do Egito, e o Mamelodi Sundowns, da África do Sul. O desempenho na competição lhe rendeu o reconhecimento como melhor árbitro do torneio.
Em nota oficial, a Fifa informou que foi comunicada pelas autoridades norte-americanas sobre a impossibilidade de alteração da situação migratória do árbitro e destacou que não possui influência sobre os processos de concessão de vistos ou autorizações de entrada nos países-sede de suas competições.
A entidade também ressaltou que, conforme ocorre em outros eventos internacionais, cabe ao governo anfitrião decidir quem está apto a receber visto e ingressar em seu território.
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O episódio ocorre às vésperas da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, e levanta discussões sobre os desafios enfrentados por profissionais do esporte em processos migratórios internacionais.