Após ter o visto negado pelos Estados Unidos e ser retirado da lista de árbitros da Fifa, Omar Artan foi convidado pelo governo da Colúmbia Britânica para participar do Mundial em Vancouver.
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan ganhou um importante gesto de apoio após ser impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo de 2026. Nesta terça-feira (9), o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, convidou oficialmente o profissional para apitar partidas que serão realizadas em Vancouver, uma das cidades-sede do torneio no Canadá.
A iniciativa surgiu depois que Artan teve o visto de entrada nos Estados Unidos negado em razão das restrições migratórias impostas a cidadãos da Somália. Como consequência, o árbitro acabou sendo retirado pela Fifa do grupo de profissionais escalados para trabalhar na competição.
Reconhecido como um dos principais árbitros do continente africano, Omar Artan foi eleito árbitro do ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF). Nos últimos quatro anos, ele participou de programas de preparação promovidos pela Fifa em países como Catar e Emirados Árabes Unidos, visando sua atuação no Mundial.
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Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, durante o processo de imigração norte-americano, Artan teria sido questionado sobre a situação política da Somália e sobre o grupo extremista Al Shabab, que atua em algumas regiões do país africano.
Vancouver será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e receberá sete partidas do torneio. A competição será realizada conjuntamente por Canadá, Estados Unidos e México, marcando a primeira edição do Mundial organizada por três países.
Sem autorização para ingressar em território norte-americano, o árbitro deverá retornar para Mogadíscio, capital da Somália. Até o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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O episódio gerou repercussão internacional e reacendeu o debate sobre os impactos de restrições migratórias em eventos esportivos de alcance global.