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Arquiteta morta em São Paulo já havia sido esfaqueada pelo ex-namorado em 2023
Foto: Reproduçao

Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, sobreviveu a ataque anterior, mas acabou sendo assassinada; ex-companheiro confessou o crime

A arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, foi encontrada morta no último sábado (24/1) em uma área de mata na cidade de São Paulo, vítima de feminicídio. A tragédia chocou familiares e autoridades, principalmente pelo histórico de violência contra a vítima: em 2023, Fernanda foi esfaqueada oito vezes pelo ex-namorado, mas conseguiu sobreviver após atendimento médico.

 

Segundo registros da polícia e relatos da família, após o ataque de 2023, Fernanda tomou medidas legais para se proteger: registrou boletins de ocorrência e obteve medidas protetivas, buscando impedir qualquer aproximação do agressor. No entanto, em outubro de 2024, a arquiteta desapareceu, iniciando uma busca angustiante que durou cerca de três meses até que o corpo fosse localizado.

 

PRISÃESTE E CONFISSÃO DO EX-NAMORADO

 

O suspeito foi preso no bairro de Marsilac, extremo da Zona Sul da capital paulista, após diligências da Polícia Militar do 27º Batalhão Metropolitano. Durante a abordagem, o homem confessou o homicídio e indicou o local onde havia ocultado o corpo. Com ele, foram apreendidos um revólver com numeração suprimida e 20 munições.

 

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De acordo com a PM, o agressor já possuía antecedentes criminais, incluindo apreensão por tráfico de drogas quando era menor de idade, o que reforça o histórico de comportamento violento. A Polícia Civil segue investigando o caso, que é tratado como feminicídio, no 101º Distrito Policial.

 

HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA CONTRA A VÍTIMA

 

O caso evidencia uma escalada de violência: Fernanda havia sobrevivido a um ataque grave em 2023, quando foi esfaqueada oito vezes, mas, apesar das medidas legais, não conseguiu evitar o contato do ex-companheiro, que acabou tirando sua vida. Familiares e amigos da arquiteta relatam que ela vivia com medo do agressor e já havia denunciado diversas ameaças antes do desaparecimento.

 

REPERCUSSÃO E ALERTAS

 

Especialistas em segurança e violência contra a mulher destacam que o caso reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso de medidas protetivas, e a importância de sistemas de alerta para vítimas de violência doméstica. A tragédia levanta questionamentos sobre a eficácia de mecanismos de proteção e prevenção em situações de risco contínuo.

 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) acompanha o caso de perto, enquanto a Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os detalhes da ocorrência, incluindo motivação, dinâmica do crime e eventuais falhas no cumprimento das medidas protetivas anteriores.

 

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