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Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 266,8 bilhões em maio de 2026
Foto: Divulgação

Resultado é o maior já registrado para o mês desde 1995 e foi impulsionado pelo setor de petróleo e pela atividade econômica.

A arrecadação do governo federal alcançou R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. O resultado representa uma alta real de 10,69% em comparação com maio de 2025, já descontada a inflação.

 

No acumulado de janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, também um recorde para o período, com crescimento real de 6,42% em relação ao ano anterior. Segundo a Receita Federal, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de petróleo, pela atividade econômica e por mudanças recentes na legislação tributária.

 

O avanço das receitas está diretamente relacionado ao aumento dos preços do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões geopolíticas e pela valorização da commodity. Apenas em maio, a tributação sobre exportação de petróleo rendeu R$ 1,05 bilhão, enquanto as receitas ligadas à exploração de recursos naturais somaram R$ 4,1 bilhões adicionais no período.

 

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No acumulado do ano, a arrecadação com petróleo e gás natural chegou a R$ 50,6 bilhões, um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2025.

 

Outros tributos também contribuíram para o resultado positivo. O Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somaram R$ 36,7 bilhões em maio, com alta real de 33,11% na comparação anual. Parte desse valor, cerca de R$ 7 bilhões, é atribuída a recolhimentos atípicos ligados a mudanças na legislação.

 

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também apresentou forte crescimento, atingindo R$ 8,1 bilhões no mês e acumulando R$ 41,8 bilhões no ano, com aumento real de 38,77%.

 

A Receita Federal aponta ainda que medidas recentes de alteração tributária como mudanças em fundos exclusivos, offshores, combustíveis, encomendas internacionais e juros sobre capital próprio contribuíram para o aumento da arrecadação. No entanto, o órgão destaca que o crescimento da atividade econômica tem sido o principal fator do desempenho.

 

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O aumento das receitas ocorre em um momento em que o governo busca cumprir a meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de aproximadamente R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal permite uma margem de tolerância, podendo variar entre equilíbrio e superávit de até R$ 68,6 bilhões, além da exclusão de determinadas despesas, como precatórios, do cálculo oficial. 

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