Orçamento da União prevê que o governo pague, obrigatoriamente, R$ 17,3 bilhões até 30 de junho. Até o momento, governo pagou apenas 2,28% das emendas previstas
O governo federal empenhou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares ao longo de abril, em meio à articulação política para a sabatina de Jorge Messias no Senado.
O volume representa um salto significativo em relação ao início do mês, quando os valores empenhados eram bem menores. A liberação ocorre em um momento estratégico, já que o Palácio do Planalto busca consolidar apoio entre senadores para a indicação ao Supremo Tribunal Federal.
As emendas parlamentares são recursos do Orçamento indicados por deputados e senadores para obras e projetos em suas bases eleitorais. O empenho é a etapa em que o governo reserva o dinheiro para pagamento, o que sinaliza compromisso com a execução dos recursos.
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Nos bastidores, a ampliação do volume empenhado é vista como parte das negociações políticas para garantir votos favoráveis à indicação. A sabatina de Messias ocorre na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, etapa obrigatória antes da análise pelo plenário da Casa.
O governo não comenta diretamente a relação entre a liberação das emendas e a votação, mas aliados defendem que a execução orçamentária segue critérios técnicos e cronograma próprio.
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A estratégia de intensificar o empenho de recursos em momentos-chave de votação no Congresso é recorrente e costuma ser utilizada como instrumento de articulação política entre Executivo e Legislativo.