Candidato do Avante ao Planalto ganhou quase 2,5 milhões de seguidores em uma semana
A rápida ascensão de Augusto Cury na corrida presidencial passou a preocupar candidatos que tentam ocupar o espaço de uma terceira via nas eleições de 2026. O escritor e psiquiatra saltou de 2% para 11% das intenções de voto em uma semana em um levantamento recente, aparecendo isoladamente na terceira colocação, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
O crescimento ocorreu depois de uma semana de forte exposição pública, com participação em debate presidencial, entrevistas e sabatinas. Nas redes sociais, Cury também ganhou milhões de seguidores em poucos dias, aumentando sua visibilidade e fortalecendo a imagem de candidato capaz de romper a polarização entre lulistas e bolsonaristas.
A movimentação já provocou reações entre adversários. Renan Santos, do Missão, questionou o crescimento de Cury e associou sua ascensão ao que chamou de eleitorado despolitizado. Ronaldo Caiado, do PSD, adotou uma postura mais cautelosa, mas ressaltou sua experiência política e afirmou que aposta no tempo de propaganda eleitoral para recuperar espaço na disputa.
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Apesar da força nas redes e do avanço nas pesquisas, ainda existem dúvidas sobre a capacidade de Cury de transformar a popularidade digital em votos. Analistas e adversários observam que fenômenos de crescimento rápido podem perder força ao longo da campanha, principalmente quando o eleitor passa a conhecer com mais detalhes as propostas e a trajetória política dos candidatos.
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O avanço do escritor, porém, já alterou o cenário da disputa. Cury deixou de ser um nome periférico e passou a ser tratado pelos rivais como um concorrente capaz de disputar o eleitorado que rejeita a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. As próximas pesquisas devem mostrar se o fenômeno representa uma tendência consolidada ou apenas um pico provocado pela exposição recente nas redes e na televisão.