Condenada à prisão perpétua por dez assassinatos, britânica de 72 anos apresenta dificuldades de locomoção e estaria vivendo seus últimos dias, segundo relatos de funcionários penitenciários
Rose West, de 72 anos, considerada uma das assassinas em série mais conhecidas do Reino Unido, estaria enfrentando um grave agravamento de seu estado de saúde. Condenada à prisão perpétua por dez homicídios, a britânica permanece detida na penitenciária HMP New Hall, localizada em West Yorkshire, na Inglaterra. Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun, funcionários da unidade relataram que a detenta apresenta dificuldades para se locomover e estaria vivendo seus últimos dias.
A situação de saúde de Rose teria se deteriorado a ponto de a administração penitenciária estabelecer um Plano Individual de Evacuação de Emergência. O procedimento é destinado a presos que necessitam de assistência especial para deixar as instalações em situações de risco. De acordo com relatos atribuídos a funcionários da prisão, a condenada já não consegue se deslocar sem ajuda e depende de cuidados para realizar determinadas atividades.
Uma fonte ouvida pelo jornal britânico afirmou que a situação da detenta é considerada preocupante. Segundo o relato, Rose apresenta mobilidade extremamente reduzida, condição que levou à adoção de medidas específicas de segurança. Apesar das informações sobre a gravidade de seu estado, não foram divulgados detalhes médicos que permitam confirmar um diagnóstico ou estabelecer um prognóstico preciso.
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Rose West cumpre pena desde 1995, quando foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato de dez pessoas. Os crimes ocorreram ao longo de vários anos e envolveram a participação de seu marido, Fred West. O casal ficou conhecido internacionalmente após as investigações revelarem uma série de homicídios associados à residência onde viviam, localizada na Rua Cromwell, na cidade inglesa de Gloucester.
Entre as vítimas estavam jovens mulheres e adolescentes submetidas a sequestros, violência sexual e assassinatos. Duas das vítimas eram integrantes da própria família: Charmaine, enteada de Rose, e Heather, filha do casal. A residência dos West passou a ser conhecida como Casa dos Horrores, devido à gravidade dos crimes descobertos durante as investigações policiais.

Foto: Reprodução
Fred West foi acusado formalmente de 12 assassinatos, mas morreu por suicídio na prisão, em janeiro de 1995, antes de ser levado a julgamento. Rose, por sua vez, foi julgada e condenada por dez homicídios. Embora tenha negado envolvimento nos assassinatos, a Justiça britânica considerou comprovada sua participação nos crimes. Atualmente, ela já acumula aproximadamente 31 anos de prisão.
Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, Rose estaria conformada com a possibilidade de morrer na penitenciária. Uma fonte afirmou que a condenada já não consegue deixar a ala onde permanece detida. Em fevereiro deste ano, também surgiram relatos de que ela teria cometido uma agressão sexual contra uma detenta mais jovem. A acusação foi divulgada pela imprensa, mas as informações disponíveis não permitem confirmar se houve uma conclusão oficial sobre o episódio.
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Apesar de ser uma das criminosas mais conhecidas da história britânica, Rose West não é considerada a assassina em série com o maior número estimado de vítimas no país. Esse registro costuma ser associado a Amelia Dyer, que atuou durante a era vitoriana e foi responsabilizada pela morte de numerosas crianças sob seus cuidados. Dyer foi executada em 1896. No caso de Rose West, a repercussão dos crimes permanece presente na memória pública do Reino Unido, enquanto os relatos recentes sobre sua saúde voltam a colocar seu nome em destaque na imprensa internacional.