Uma pesquisa da Fundacentro, com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), aponta um cenário preocupante para a saúde mental dos jornalistas brasileiros. O levantamento identificou altos índices de ansiedade, depressão, estresse, insônia e exposição a situações de assédio no trabalho.
Segundo o estudo, 36% dos jornalistas apresentaram indicadores de ansiedade e metade teve sinais relacionados à depressão. Entre os entrevistados, 9% apresentaram sintomas severos e 16%, extremamente severos.
O assédio moral também aparece entre os principais problemas. Pelo menos 26% dos profissionais afirmaram ter passado por esse tipo de situação, enquanto 30% relataram exposição a cyberbullying. Além disso, 61% disseram receber pouco apoio social no ambiente de trabalho.
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As pesquisadoras apontam que a pressão, a sobrecarga e a necessidade de respostas rápidas fazem parte de uma rotina que pode aumentar os riscos à saúde mental. A Fenaj alerta ainda que as condições de trabalho podem refletir na qualidade da informação oferecida à sociedade.
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O estudo defende medidas para combater o assédio, reduzir a sobrecarga e ampliar o apoio aos profissionais. A proposta é melhorar as condições de trabalho e garantir um ambiente mais seguro e saudável para os jornalistas.