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Asteroide Bennu pode atingir a Terra? Entenda o risco real e o que dizem os cientistas
Foto: Divulgação/ Nasa

Corpo celeste de cerca de 500 metros é monitorado pela Nasa

O asteroide Bennu, um dos objetos próximos da Terra mais monitorados pela Nasa, voltou a ganhar destaque devido ao seu potencial destrutivo em caso de impacto. Com aproximadamente 500 metros de diâmetro, o corpo celeste poderia liberar energia equivalente a cerca de 22 bombas nucleares, caso atingisse o planeta.

 

Apesar da repercussão, a Nasa afirma que o risco de colisão é extremamente baixo. De acordo com os cálculos mais recentes, a maior probabilidade de impacto está prevista para 24 de setembro de 2182, mas a chance é de apenas 0,037%, o equivalente a aproximadamente 1 em 2.700.

 

No cenário mais amplo, a possibilidade de Bennu colidir com a Terra até o ano de 2300 é de cerca de 0,057%, ou 1 em 1.750, o que significa que há mais de 99,9% de chance de o asteroide não atingir o planeta.

 

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Caso ocorresse uma colisão, os efeitos seriam devastadores na região atingida. Simulações indicam que o impacto poderia provocar uma intensa onda de choque, terremotos, incêndios florestais, radiação térmica e a formação de uma enorme cratera.

 

Além da destruição local, milhões de toneladas de poeira seriam lançadas na atmosfera, reduzindo a incidência de luz solar e provocando um fenômeno conhecido como "inverno de impacto".

 

Estudos apontam que, em um cenário extremo, a temperatura média global poderia cair cerca de 4°C, enquanto o volume de chuvas seria reduzido em aproximadamente 15%. A fotossíntese também seria afetada, comprometendo a produção agrícola em diversas regiões do planeta.

 

O conhecimento sobre Bennu avançou significativamente após a missão OSIRIS-REx, lançada pela Nasa em 2016. A sonda chegou ao asteroide em 2018, coletou amostras de sua superfície em 2020 e trouxe o material para a Terra em setembro de 2023.

 

As análises ajudam cientistas a compreender a formação do Sistema Solar e a refinar os cálculos sobre a trajetória do asteroide.

 

Outro momento importante será a aproximação prevista para 2135. Embora não represente risco de colisão, a passagem permitirá aos pesquisadores avaliar possíveis alterações na órbita de Bennu provocadas pela gravidade terrestre e pelo chamado efeito Yarkovsky, uma pequena força gerada pela absorção e liberação de calor pelo próprio asteroide.

 

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Até o momento, especialistas reforçam que não há motivo para preocupação imediata, já que Bennu segue sendo acompanhado continuamente e as probabilidades de impacto permanecem extremamente reduzidas. 

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