Objeto, que tem entre 900 metros e 1,5 km de diâmetro, não vai se chocar com o planeta, apesar de classificação como "potencialmente perigoso"
O asteroide 152637 (1997 NC1), de grande porte com diâmetro entre 900 metros e 1,5 km, terá sua maior aproximação à Terra neste sábado, a cerca de 2,5 milhões de quilômetros. Embora classificado como "potencialmente perigoso", não há risco de colisão. Descoberto em 1997, o asteroide será monitorado por redes internacionais e a Nasa aproveitará o evento para refinar dados sobre o objeto.
Descoberto em 1997 pelo programa Neat, no Havaí, o asteroide 152637 (1997 NC1) fará sua maior aproximação com a Terra neste sábado. Considerado de grande porte, o asteroide tem entre 900 metros e 1,5 km de diâmetro. Apesar de classificado como "potencialmente perigoso", não há risco dele colidir com o planeta.
A aproximação ocorrerá a cerca de 0,017 unidades astronômicas, o equivalente a aproximadamente 6,8 distâncias da Lua, ou cerca de 2,5 milhões de quilômetros da Terra. No pico de aproximação, ele deve ser visível com pequenos telescópios. A visibilidade, no entanto, pode ser afetada pela luminosidade da Lua no período.
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O objeto será monitorado de perto por redes internacionais de observação. A Nasa pretende aproveitar o evento para refinar medições sobre o tamanho, composição e comportamento orbital do asteroide, já que os dados atuais são considerados inconsistentes.
A passagem de 2026 será usada também para observações por radar, com transmissão a partir da antena DSS-26 da rede de espaço profundo, e recepção pela DSS-13. A expectativa é obter sinais fortes o suficiente para reconstruções parciais da forma e rotação do asteroide.
Astrônomos destacam que encontros desse porte são raros. Aproximações de asteroides dessa escala ocorrem, em média, uma vez por década. O evento de 2026 será o mais próximo do objeto desde pelo menos o ano 1600, com nova passagem semelhante prevista apenas em 2133.
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Mesmo com a aproximação considerada segura, a Nasa reforça o monitoramento contínuo de objetos próximos à órbita terrestre. Segundo a agência, não há atualmente nenhum asteroide conhecido com chance de impacto na Terra pelos próximos 100 anos.