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Astrônomos registram primeira imagem da teia cósmica do Universo
Foto: FreePik

Filamento de 700 mil anos-luz conecta dois quasares a 10 bilhões de anos-luz da Terra

Pela primeira vez na história da astronomia, cientistas conseguiram registrar uma imagem direta da chamada “ teia cósmica ” (a estrutura invisível que conecta galáxias por todo o Universo). O marco foi alcançado com a observação de um filamento de matéria ligando dois quasares distantes, situados a aproximadamente 10 bilhões de anos-luz da Terra. As informações são da página Astronomiaum.

 

A teia cósmica é composta por gás e matéria escura, formando uma espécie de rede tridimensional que sustenta o cosmos. Ela age como uma malha invisível na qual as galáxias se organizam e se interligam por filamentos sutis. Embora teoricamente aceita há décadas, essa estrutura nunca havia sido observada de forma direta, até agora.

 

A descoberta foi conduzida por uma equipe internacional liderada pelos astrônomos Davide Tornotti e Michele Fumagalli, da Universidade de Milão-Bicocca. Eles utilizaram o MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer), instrumento instalado no Very Large Telescope (VLT), no Chile.

 

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Após 142 horas de observação, os pesquisadores conseguiram captar a tênue emissão de gás ionizado que revela a presença de um filamento com cerca de 700 mil anos-luz de comprimento.

 

A imagem inédita mostra uma ponte de matéria ligando dois quasares extremamente luminosos, funcionando como evidência concreta da existência da teia cósmica. Trata-se de uma confirmação visual sem precedentes da estrutura que, até então, só havia sido reproduzida por meio de simulações e modelos computacionais.

 

Segundo os cientistas, esse tipo de filamento funciona como uma "rodovia cósmica", transportando matéria pelo espaço e desempenhando papel crucial na formação e evolução das galáxias.

 

Teia cósmica

Foto: Astronomiaum

 

Observar tais estruturas era considerado um desafio quase intransponível, devido à emissão de luz extremamente fraca, estimada em cerca de 10?²? ergs por segundo por centímetro quadrado por segundo de arco, o que a torna milhões de vezes menos intensa que o brilho do céu noturno.

 

A conquista só foi possível graças à tecnologia de ponta do MUSE, que combina recursos de imagem e espectroscopia em um único sistema, ideal para identificar a fraca assinatura luminosa do hidrogênio ionizado, especialmente na linha espectral conhecida como Lyman-alfa.

 

A partir desses dados, os astrônomos conseguiram visualizar um fragmento da estrutura fundamental do Universo, lançando novas luzes sobre os mecanismos de conexão entre galáxias.

 

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O feito marca um avanço significativo na compreensão da arquitetura cósmica e abre caminho para futuras observações de outras partes da teia que sustenta o Universo.

 

Fonte: iG

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