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Astrônomos testemunham pela 1ª vez o nascimento de um sistema solar
Foto: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/M. McClure et al.

Descoberta deve ajudar cientistas a investigarem se há no Universo outros sistemas parecidos com o nosso

Astrônomos capturaram pela primeira vez o estágio inicial da formação de planetas ao redor de uma estrela recém-nascida, oferecendo um olhar privilegiado sobre como o nosso próprio Sistema Solar começou há 4,6 bilhões de anos.

 

A descoberta foi publicada nessa quarta-feira (16/7) na revista Nature, em um comunicado feito pelo Observatório Europeu do Sul. A observação se concentrou na HOPS-315, uma estrela bebê situada a cerca de 1.300 anos-luz da constelação de Órion.

 

Esse marco inaugura uma nova era de observação. Os astrônomos poderão agora caçar outros sistemas em estágio igualmente precoce, comparando-os com a evolução do nosso planeta, aumentando assim a compreensão sobre quão comum são sistemas com planetas rochosos similares à Terra.

 

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Usando dados combinados do Telescópio Espacial James Webb e do observatório ALMA no Chile, os astrônomos observaram pequenos “grânulos quentes” de minerais, os primeiros ingredientes planetesimais, o que marca a chamada “fase zero” da formação planetária.

 

“Pela primeira vez, identificamos o primeiro momento em que a formação planetária se inicia ao redor de uma estrela diferente do nosso Sol”, disse a astrônoma Melissa McClure, da Universidade de Leiden, na Holanda, em comunicado.

 

O achado é uma evidência de que esses minerais quentes começaram a se condensar no disco ao redor da HOPS-315. Os resultados mostram que o mineral encontrado foi a sílica, presente ao redor da estrela bebê em seu estado gasoso, sugerindo que ele está apenas começando a se solidificar.

 

A foto mostra um exemplo de uma dessas explosões estelares, a Supernova 1987a (centro), dentro de uma galáxia vizinha à nossa Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães. A explosão foi captada em 2017

Foto: Reprodução/Nasa/ESA

 

” Esse processo nunca foi observado antes em um disco protoplanetário — ou em qualquer lugar fora do nosso Sistema Solar “, afirma o coautor Edwin Bergin, professor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

 

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Um fator crucial foi a orientação incomum da HOPS-315, que permitiu enxergar diretamente o que estava ao redor da estrela (disco circunstelar), normalmente coberto por poeira.

 

Fonte: Metrópoles

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