NOTÍCIAS
Internacional
Ataque a escola de meninas no Irã deixa 168 crianças mortas e choca o mundo. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Bombardeio em instituição de ensino na cidade de Minab evidencia o impacto da guerra sobre civis, especialmente mulheres e crianças.

Um ataque a uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul do Irã, deixou 168 crianças mortas e mais de 90 feridas, em um episódio que expôs a dimensão da tragédia humanitária provocada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o país persa.

 

O bombardeio ocorreu na manhã do primeiro dia do conflito, enquanto as alunas estavam em aula. A tragédia provocou comoção internacional e mobilizou milhares de pessoas no funeral das vítimas, realizado na terça-feira (3). Vestidos de preto, familiares e moradores acompanharam a cerimônia marcada por filas de caixões e valas abertas para o sepultamento das crianças.

 

Especialistas afirmam que o ataque evidencia os efeitos devastadores da guerra sobre a população civil, sobretudo mulheres e meninas. A socióloga Berenice Bento, professora da Universidade de Brasília, afirma que o episódio mostra que conflitos armados dificilmente se traduzem em avanços para os direitos humanos.

 

Veja também 

 

Encontro com peixe-boi viraliza e chama atenção para relação entre humanos e fauna marinha. VEJA VÍDEO

 

Homem conhecido como 'Bebito Fiu Fiu' é executado a tiros por dupla em motocicleta no Equador. VEJA VÍDEO

 

O Irã enfrenta críticas internacionais há décadas por restrições impostas às mulheres, como a obrigatoriedade do uso do véu islâmico o hijab e limitações de mobilidade que frequentemente exigem autorização de familiares do sexo masculino. O cumprimento dessas normas é fiscalizado pela chamada Patrulha de Orientação da República Islâmica.

 

A jornalista e pesquisadora Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo, lembra que mulheres iranianas protagonizam há décadas movimentos de resistência e reivindicação por direitos. Um dos mais conhecidos é o movimento Mulher, Vida e Liberdade, surgido em 2022 após a morte da jovem Mahsa Amini, detida pela polícia da moralidade.

 

Entre as figuras simbólicas dessa luta está também a advogada e ativista Narges Mohammadi, premiada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023 por sua atuação contra a repressão às mulheres no Irã. Ela permanece presa no país após condenação por conspiração.

 

Pesquisadores também destacam que, apesar das restrições políticas e sociais, indicadores educacionais femininos no Irã tiveram avanços nas últimas décadas. Dados do Banco Mundial e da UNESCO mostram que a taxa de alfabetização feminina passou de cerca de 30% nos anos 1970 para aproximadamente 85% nos anos 2000. Nas universidades, a presença de mulheres também cresceu, chegando a cerca de 60% dos estudantes em determinados períodos.

 

Ainda assim, a participação feminina no mercado de trabalho permanece baixa, variando entre 15% e 20% da população empregada.

 

INVESTIGAÇÃO E AUTORIA DO ATAQUE

 

O ataque à escola foi condenado por diversos países e organizações internacionais. O alto comissário da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre o ocorrido.

 

Até o momento, nem os Estados Unidos nem Israel reconheceram responsabilidade pelo ataque. A Casa Branca afirmou que investiga o caso, enquanto autoridades israelenses disseram não ter identificado ligação entre o bombardeio e suas operações militares.

 

Análises do jornal The New York Times, baseadas em imagens de satélite e vídeos verificados, indicam que a escola sofreu danos provocados por um ataque de precisão ocorrido no mesmo momento em que forças americanas realizavam ofensivas contra uma base da Guarda Revolucionária Islâmica próxima ao Estreito de Ormuz.

 

Segundo o major-general português Agostinho Costa, a proximidade entre alvos militares e áreas civis pode indicar a possibilidade de erro de mira durante o bombardeio. Ainda assim, especialistas ressaltam que investigações independentes serão fundamentais para esclarecer as circunstâncias da tragédia.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

O episódio reforça o alerta de organizações humanitárias sobre o impacto devastador das guerras modernas, nas quais civis especialmente mulheres e crianças frequentemente se tornam as principais vítimas. 

 

VEJA VÍDEO:

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.