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Ataque dos EUA ao Irã envolveu 125 aeronaves e 75 armas guiadas, incluindo 14 bombas fura-bunker, nunca antes usadas em combate
Foto: Reprodução

Operação apelidada de Martelo da Meia-Noite vinha sendo preparada há meses, segundo secretário de Defesa americano; país usou técnicas de desorientação para despistar inimigo

Os ataques dos Estados Unidos que tiveram como alvo três instalações nucleares do Irã envolveram mais de 100 aeronaves, um submarino da Marinha no Golfo Pérsico e dezenas de munições guiadas de precisão, incluindo 14 bombas fura-bunkers de quase 14 toneladas, as maiores das Forças Armadas americanas e nunca antes utilizadas em combate, informou o Pentágono na manhã deste domingo, em sua primeira declaração pública sobre a operação.

 

De acordo com o general da Força Aérea Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, os bombardeiros futivos B-2 decolaram da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, no início da manhã de sábado (horário local) e mais tarde lançaram as bombas bunker buster, ou Massive Ordnance Penetrator (MOP). Outro grupo de aviões voou para o oeste — e cujo voo foi amplamente divulgado e captado por dados de rastreamento de voos — eram iscas destinadas a manter a surpresa tática, afirmou em entrevista coletiva na manhã deste domingo.

 

A operação foi apelidada de “Midnight Hammer” ("Martelo da Meia-Noite", em português). Não há relatos de que as forças americanas tenham sido alvo de ataques, afirmou Caine.

 

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— Este é um plano que levou meses e semanas de posicionamento e preparação, para que pudéssemos estar prontos quando o presidente dos EUA chamasse — declarou o secretário de Defesa Pete Hegseth. — Foi necessária muita precisão. Envolveu desorientação e a mais alta segurança operacional.

 

De acordo com as autoridades, 75 armas guiadas com precisão foram usadas e a operação envolveu cerca de 125 aeronaves. Segundo Caine, levará tempo para avaliar os danos da batalha, mas “todos os três locais sofreram danos e destruição extremamente graves”.

 

Os voos para atingir os alvos foram os segundos mais longos da história operacional do B-2, de acordo com Hegseth. Antes, o mais longo foi uma viagem de ida e volta de 40 horas em outubro de 2001, na fase inicial da guerra do Afeganistão.

 

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Dirigindo-se à nação no sábado à noite, o presidente Donald Trump disse que as “principais instalações de enriquecimento nuclear do Irã foram completa e totalmente destruídas”. Ele ameaçou com ataques “muito maiores” se o Irã não fizer a paz. 

 

Fonte: O Globo

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