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Ataque em hospital e creche no Sudão deixa 114 mortos, incluindo mais de 60 crianças
Foto: Reprodução

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou nesta segunda-feira que 114 pessoas morreram, incluindo 63 crianças, em ataques contra uma creche e um hospital no Sudão na semana passada. O ataque teria acontecido na região de Cordofão do Sul, localizada no sul do país africano.

 

A guerra civil no país já deixou dezenas de milhares de mortos e 12 milhões de deslocados, além de mergulhar o Sudão na pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU. O país está agora dividido em dois: o Exército controla o norte, o leste e o centro; e as FAR, com a ajuda de seus aliados, assumem grande parte do oeste e do sul.

 

"Ataques recorrentes no estado de Cordofão do Sul, no Sudão, atingiram uma creche e, pelo menos três vezes, o mesmo hospital rural próximo de Kalogi no último dia 4 de dezembro", denunciou o chefe da OMS nas redes sociais.

 

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No domingo, o chefe da unidade administrativa de Kalogi atribuiu o ataque aos paramilitares da Força de Apoio Rápido (FAR), em guerra contra o Exército regular desde abril de 2023, e aos seus aliados do Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte. Essam al Din al Sayed afirmou que os bombardeios atingiram "primeiro uma creche, depois um hospital" e, em seguida, "pessoas que tentavam socorrer as crianças".

 

O diretor-geral da OMS confirmou a versão e lamentou "os ataques insensatos contra civis e infraestruturas de saúde". Após tomar, no final de outubro, a cidade de El Fasher, último reduto do Exército no oeste do país , as FAR intensificaram sua ofensiva na região petrolífera do Cordofão — que inclui além do Cordofão do Sul, os estados de Cordofão do Norte e o Cordofão Ocidental.

 

As FAR tomaram, nesta segunda-feira, o maior campo petrolífero do Sudão — Heglig — segundo várias fontes, durante a luta pelo controle da região do Cordofão.

 

"A libertação da região petrolífera de Heglig é um ponto-chave para a libertação de toda a pátria, devido à importância econômica da região", indicaram as FAR em um comunicado.

 

Uma fonte do grupo informou à AFP que a base que abrigava a divisão local do Exército também foi tomada. E um engenheiro da área de Heglig, no Cordofão do Sul, confirmou que a equipe "fechou o local, interrompeu a produção e retirou os trabalhadores".

 

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Além de Heglig, as FAR controlam importantes campos petrolíferos no oeste, explorados desde a década de 1990 pela China, antes de serem obrigados a cessar suas atividades no início da guerra. O ex-ministro do Petróleo, Gadein Ali Obeid, descreveu a situação como um "desastre" para o Sudão.

 

Fonte: O Globo

 

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