Banco Central registrou 99 ocorrências até setembro, contra 76 em todo o ano passado; criminosos usaram fornecedores de tecnologia, senhas legítimas e brechas em integrações entre sistemas para desviar recursos
O sistema financeiro brasileiro registrou um número recorde de incidentes cibernéticos em 2026, aumentando a preocupação com a segurança de bancos, instituições de pagamento e serviços digitais. Os casos incluem invasões de sistemas, tentativas de roubo de dinheiro e operações fraudulentas realizadas por criminosos que exploram falhas tecnológicas.
Dados divulgados pelo Banco Central apontam que foram registrados 99 incidentes até setembro, superando os 76 casos contabilizados durante todo o ano de 2025. Desse total, 68 foram classificados como fraudes, o equivalente a aproximadamente 69% das ocorrências. O crescimento evidencia a dimensão do desafio enfrentado pelas instituições financeiras para proteger suas operações.
Entre as estratégias utilizadas pelos criminosos estão o roubo de senhas e credenciais, a exploração de vulnerabilidades e o acesso indevido a sistemas de empresas que prestam serviços tecnológicos aos bancos. Em alguns casos, os invasores conseguem realizar transferências que aparentam ser legítimas, dificultando a identificação imediata das operações suspeitas e a interrupção dos prejuízos.
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O Banco Central também tem chamado atenção para a sofisticação dos ataques, que podem envolver automação de transações e uso de informações obtidas por meio de golpes digitais. A expansão dos serviços financeiros conectados e o uso de ferramentas de inteligência artificial ampliam os desafios de monitoramento. O órgão regulador vem reforçando os mecanismos de supervisão e adotando medidas para identificar movimentações atípicas e reduzir riscos no sistema de pagamentos.
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Diante do cenário, especialistas recomendam que as instituições invistam em atualização de sistemas, testes de segurança, controle de acessos e treinamento de funcionários. Para os consumidores, a orientação é evitar compartilhar senhas e códigos de autenticação, desconfiar de mensagens suspeitas e acompanhar regularmente as movimentações bancárias. Apesar do aumento dos incidentes, o Banco Central informou que os casos analisados não comprometeram o funcionamento geral do sistema financeiro brasileiro.