Responsáveis pelo ataque invadiram uma delegacia com um carro carregado de explosivo e depois, abriram fogo contra policiais
Um atentado violento contra forças de segurança deixou pelo menos 14 policiais mortos na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão, região próxima à fronteira com o Afeganistão. O ataque ocorreu neste sábado (9) e envolveu a explosão de um carro-bomba seguida por uma emboscada armada contra agentes que tentavam prestar socorro no local.
Segundo autoridades locais, os criminosos invadiram uma delegacia utilizando um veículo carregado de explosivos. Após a explosão inicial, homens armados abriram fogo contra os policiais presentes na base de segurança. A violência destruiu parte da estrutura do posto policial e deixou diversos agentes soterrados nos escombros.
O oficial de polícia Sajjad Khan informou que equipes de resgate conseguiram retirar os corpos de ao menos 14 agentes mortos no ataque. Outros policiais foram encontrados com vida e encaminhados às pressas para hospitais da região, alguns em estado grave.
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De acordo com relatos divulgados por membros das forças de segurança, o atentado não terminou após a explosão. Policiais enviados para reforçar a operação acabaram surpreendidos por uma emboscada montada pelos extremistas em estradas próximas à delegacia atacada. A troca de tiros aumentou ainda mais o número de vítimas.
O grupo extremista Ittehad-ul-Mujahideen assumiu a autoria do atentado pouco depois da ação. As autoridades paquistanesas investigam possíveis conexões da organização com outras facções militantes que atuam na região, incluindo grupos ligados ao Talibã paquistanês.
A província de Khyber Pakhtunkhwa é considerada uma das áreas mais instáveis do Paquistão devido à atuação frequente de grupos armados e organizações extremistas. Nos últimos anos, ataques contra forças de segurança aumentaram significativamente, principalmente após o retorno do Talibã ao poder no Afeganistão, em 2021.
Autoridades do governo paquistanês condenaram o atentado e prometeram intensificar operações militares contra organizações terroristas que atuam na região. O primeiro-ministro do país classificou o episódio como um “ato covarde” e afirmou que os responsáveis serão perseguidos pelas forças de segurança.
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Nos últimos meses, o Paquistão vem enfrentando uma nova onda de violência extremista, com ataques a delegacias, bases militares e postos policiais. Especialistas apontam que a instabilidade na fronteira afegã e o fortalecimento de grupos radicais têm aumentado a pressão sobre o sistema de segurança do país.