O cardiologista Vagner Vinicius Ferreira analisa o conjunto de ingerir o medicamento para pressão alta e fazer atividade física na sequência
Quem trata hipertensão com medicamentos pode praticar atividade física sem comprometer a eficácia do remédio, segundo especialistas. De acordo com o cardiologista Vagner Vinicius Ferreira, na maioria dos casos, tomar a medicação e se exercitar em seguida não causa problemas e a combinação, na verdade, ajuda no controle da pressão arterial.
A explicação é que tanto os anti-hipertensivos quanto os exercícios contribuem para reduzir a pressão e proteger o sistema cardiovascular. Atividades físicas regulares melhoram a circulação, favorecem a saúde dos vasos sanguíneos e reduzem o risco de complicações graves, como infarto e AVC.
Apesar disso, algumas pessoas podem sentir tontura, fraqueza ou mal-estar, principalmente no início do tratamento, após aumento da dose do medicamento ou em dias de calor intenso. Idosos e pacientes que usam múltiplos remédios para hipertensão tendem a exigir mais atenção. Caso surjam sintomas como visão escurecida ou sensação de desmaio durante o exercício, a orientação é interromper a atividade e procurar avaliação médica.
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Especialistas destacam que exercícios aeróbicos moderados, como caminhada, bicicleta, natação e corrida leve, costumam ser os mais indicados para pessoas com pressão alta. A recomendação geral é praticar atividade física de 30 a 60 minutos, entre três e seis vezes por semana, sempre com boa hidratação e, de preferência, após liberação médica.
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Em alguns casos, a adoção consistente de hábitos saudáveis, incluindo exercícios regulares, pode até reduzir a necessidade de medicação no futuro, embora qualquer ajuste no tratamento deva ser feito apenas com acompanhamento médico.