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Ativista que cobra retorno de Nardoni e Jatobá à prisão relata ameaças de morte
Foto: Divulgação

Agripino Magalhães Jr. afirma ter recebido ligações e mensagens intimidatórias após atuar pela reclusão dos condenados pela morte de Isabella Nardoni.

Agripino Magalhães Jr., presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo e deputado estadual suplente, afirma estar sendo alvo de ameaças de morte relacionadas à sua atuação no caso Isabella Nardoni.

 

Segundo o ativista, a ameaça mais recente aconteceu na tarde de sexta-feira (28), por meio de uma ligação feita de um número desconhecido. Durante a chamada, ele teria sido intimidado para interromper as manifestações públicas sobre o caso e as denúncias encaminhadas ao Ministério Público.

 

Além da ligação, Agripino afirma que já havia recebido mensagens semelhantes pelas redes sociais. De acordo com o relato, os conteúdos foram enviados por perfis anônimos e encaminhados por meio do recurso de visualização única.

 

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As ameaças ocorreram enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisava um pedido apresentado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte de Isabella, voltem a cumprir pena em regime fechado. A análise do pedido teve início na quinta-feira (27).

 

Diante das intimidações, Agripino informou que pretende registrar um Boletim de Ocorrência no 23º Distrito Policial, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Ele também deverá procurar a Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), para tentar identificar os responsáveis pelas ameaças.

 

RELEMBRE O CASO ISABELLA NARDONI

 

Isabella Nardoni tinha 5 anos quando morreu, em 29 de março de 2008, após ser arremessada da janela do sexto andar do Edifício Londres, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. O apartamento pertencia ao pai da menina, Alexandre Nardoni, e à madrasta, Anna Carolina Jatobá.

 

Inicialmente, Alexandre afirmou à Polícia Militar que o imóvel havia sido invadido por um assaltante. Segundo a versão apresentada na época, o criminoso teria cortado a tela de proteção e jogado a criança pela janela. A hipótese foi posteriormente descartada pelas investigações e perícias.

 

Durante o trabalho policial, peritos encontraram vestígios de sangue de Isabella no carro da família, no piso do apartamento e na tela de proteção da janela.

 

Em março de 2010, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram julgados e condenados por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. Alexandre recebeu pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, enquanto Anna Carolina foi condenada a 26 anos e 8 meses.

 

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Com o passar dos anos, os dois obtiveram progressão para o regime aberto em razão do cumprimento das regras previstas na Lei de Execução Penal e do comportamento no cárcere. Anna Carolina deixou a prisão em junho de 2023, enquanto Alexandre passou a cumprir a pena em liberdade em maio de 2024. 

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