O Brasil registrou, em 2024, uma taxa de 5,9 homicídios para cada 100 mil idosos
O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26), revelou que homens negros idosos continuam sendo as principais vítimas de homicídios no Brasil, mesmo com a redução geral dos assassinatos registrada em 2024. Segundo o levantamento, a taxa de mortes violentas entre homens negros com mais de 60 anos é 1,7 vez maior do que entre homens não negros.
Entre as mulheres, a desigualdade racial também permanece evidente. Mulheres negras idosas apresentaram índice de homicídios 1,3 vez superior ao registrado entre mulheres não negras.
De acordo com o estudo, o Brasil registrou, em 2024, uma taxa de 5,9 homicídios para cada 100 mil idosos, totalizando 2.007 mortes de pessoas acima de 60 anos.
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Entre os homens negros idosos, a taxa foi de 14,5 homicídios por 100 mil habitantes, representando uma queda de 35% em relação a 2014, quando o índice era de 22,3 por 100 mil.
Já entre os homens não negros, a redução foi ainda maior no período analisado, passando de 15,2 para 8,3 homicídios por 100 mil idosos, uma queda de 45,4%.
No caso das mulheres idosas, as taxas são menores, mas a desigualdade racial segue presente. Mulheres negras registraram 1,9 homicídio por 100 mil habitantes em 2024, enquanto entre mulheres não negras o índice foi de 1,4 por 100 mil.
O relatório destaca que, nos últimos 11 anos, o número absoluto de homicídios de idosos caiu 13,3%. No entanto, a taxa proporcional apresentou redução mais significativa, de 39,2%, devido ao crescimento acelerado da população idosa no país.
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Os pesquisadores alertam que a violência contra pessoas idosas segue sendo um grave problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos, especialmente entre grupos racialmente vulneráveis.