Políticos como os senadores Sergio Moro (União Brasil-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticam cerimônia do governo federal
A decisão do governo federal pela realização de um evento em lembrança dos dois anos dos ataques golpistas do 8 de janeiro de 2023 irritou a oposição. Políticos como os senadores Sergio Moro (União Brasil-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) acusaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar fazer "uso político" da data e aproveitaram a ocasião para voltar a pedir anistia aos réus condenados.
A reação nas redes sociais nesta quarta-feira é encabeçada por um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao criticar Lula, Flávio Bolsonaro fez uma conexão entre o evento e a suposta perseguição enfrentada pelo seu pai.
"O governo lula promove hoje, 8 de Janeiro, um evento político da coalisão judicial-partidária que se uniu contra Bolsonaro nas eleições de 2022, ferindo de morte a democracia. Uma ode ao crime impossível de tentativa de golpe!", escreveu o senador.
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A afirmação de que o evento no Palácio do Planalto teria um intuito político foi repetida por Mourão e Moro. "O uso político-partidário do 8/1 é tudo o que o Governo Lula tem a oferecer após dois anos", afirmou o ex-juiz federal da Lava-Jato. Sua mulher, a deputada federal Rosângela Moro (União-PR), publicou mensagem similar.
O ex-vice-presidente, por sua vez, afirmou que a cerimônia convocada por Lula é a "exaltação ao nada". Ele também chamou o governo de incompetente por não ter "conseguido conter baderneiros".
A data também marca a tentativa de que o projeto de lei pela anistia, encabeçado pela direita no Congresso Nacional, volte a ser discutido. Ele havia sido freado no final do ano passado, mas os parlamentares nutrem a expectativa da tramitação após a eleição do deputado federal Hugo Motta (Republicanos) à Presidência da Câmara. A votação ocorre em fevereiro, no retorno do Legislativo.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse, em nota, que o Brasil precisa passar por uma pacificação, o que em sua avaliação envolve a anistia: "É hora de defender a liberdade, exigir igualdade perante a lei e resistir aos excessos de quem deveria proteger a democracia", afirmou.
Teorias infundadas descartadas pelas autoridades sobre os ataques do 8 de janeiro voltaram a circular. O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) disse que a invasão da Praça dos Três Poderes teria sido feita por infiltrados. "Foi um comportamento de massa insuflado por infiltrados de esquerda", alegou, sem provas.
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A cerimônia promovida hoje pelo governo federal ocorre em meio ao recesso dos poderes em Brasília, motivo pelo qual autoridades se ausentaram, à exemplo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.
Fonte: O Globo